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Robô, energia e grampeador: o que já mudou o desfecho, e o que ainda é promessa

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Robô, energia e grampeador: o que já mudou o desfecho, e o que ainda é promessa

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Plataformas robóticas, energias avançadas e grampeadores de três fileiras ou com acionamento elétrico chegam ao centro cirúrgico com a promessa de mudar o resultado. Neste episódio, conversamos com um cirurgião colorretal que ocupa cargo médico em empresa fabricante de dispositivos cirúrgicos, vínculo declarado na abertura; por isso não se cita produto nem fabricante. No reto, o ensaio randomizado ROLARR, com 471 pacientes, registrou conversão de 8,1% com robô e de 12,2% com laparoscopia, diferença sem significância estatística; na ginecologia, a revisão Cochrane com 12 ensaios e 1.016 mulheres não mostrou diferença de complicações na histerectomia, com tempo cirúrgico em média 41 minutos maior. Em energia avançada, os ensaios mostram ganho de tempo, mas diferença de sangramento pequena ou ausente. Nos grampeadores, uma coorte italiana pareada registrou fístula de 2,1% com três fileiras e de 6,1% com duas, enquanto uma base americana com mais de 17 mil pacientes, de autoria da própria indústria, não encontrou diferença.