2 Out | Greve e manifestação dos trabalhadores das Carreiras Gerais da Administração Pública
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2 Out | Greve e manifestação dos trabalhadores das Carreiras Gerais da Administração Pública
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O STAL dirige uma especial saudação aos trabalhadores pela forte mobilização, participação em piquetes e grande adesão
a esta greve convocada pela FNSTFPS, STAL e STML, que é um sinal claro da sua unidade e determinação em lutar pela valorização de todas as carreiras e profissões da Administração Pública e pela negociação imediata com o Governo.
Na Administração Local, a paralisação de hoje – que arrancou ontem, ao início da noite, com uma adesão muito significativa nos serviços de recolha de resíduos em vários concelhos do País – afectou fortemente ou levou ao encerramento de muitos serviços e equipamentos municipais.
Os dados registados demonstram a forte unidade dos trabalhadores das carreiras gerais da Administração Pública, que continuam a ser confrontados com a desvalorização das suas profissões, carreiras e salários.
Como salientou a presidente do STAL (Cristina Torres), na concentração realizada esta manhã junto do Ministério das Finanças – após um desfile reivindicativo, desde a Praça da Figueira, de trabalhadores, dirigentes, delegados e activistas sindicais –, “a vida não está fácil para nenhum trabalhador deste país, com os nossos baixos salários e com o custo de vida sempre a subir”, criticando os sucessivos governos do PS e do PSD/CDS, por optarem por políticas de direita que “promoveram o nivelamento salarial por baixo, próximo do Salário Mínimo Nacional, e que ‘empurraram’ milhares de profissionais qualificados para apenas três carreiras ditas ‘gerais’”.
Esta é uma greve para reivindicar o respeito e o reconhecimento da grande diversidade de conteúdos funcionais, qualificações, responsabilidades e exigências profissionais existentes em todos os níveis da Administração Pública, e pela negociação imediata com o Governo.
OS TRABALHADORES EXIGEM UMA VIDA DIGNA!
A forte adesão é também reveladora de que os trabalhadores estão unidos e determinados em prosseguir a luta em defesa das exigências que constam da «Proposta Reivindicativa Comum» para 2027, que a Frente Comum apresentou, no dia 30 de Setembro, ao Governo, e das específicas do sector da Administração Local e empresas concessionárias, das quais destacamos:
• Aumento salarial não inferior a 15%, num mínimo de 150 €, para todos os trabalhadores;
• Salário mínimo 1150 € + Sub. Refeição 13 €;
• SPI abrangente e actualizado, com inclusão do Risco;
• Correcção real da TRU/Tabela Salarial;
• Actualização dos suplementos remuneratórios;
• Regulamentação dos suplementos de Disponibilidade e Piquete;
• Revogação do SIADAP;
• Valorização de todas as carreiras e profissões;
• Identificação e regulamentação das profissões de desgaste rápido;
• Reposição integral do direito à indemnização por acidente de trabalho e/ou doença profissional.
E a luta prossegue já no próximo dia 17, com manifestações promovidas pela CGTP-IN no Porto, Coimbra e Lisboa, por melhores salários e em protesto contra o elevado custo de vida.
O STAL reafirma o seu compromisso com todos os trabalhadores da Administração Local e sector empresarial: estaremos na rua, nos locais de trabalho e nas instituições a defender os seus direitos e as conquistas de Abril, e para exigir o que ainda falta cumprir da Constituição.