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A Ferrovia do Diabo: 21 mil homens, 50 nacionalidades e uma obra que ficou pronta tarde demais

O Brasil Que foi

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A Ferrovia do Diabo: 21 mil homens, 50 nacionalidades e uma obra que ficou pronta tarde demais

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O Brasil Que foi
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Trinta e um de janeiro de 1878, 6h45 da manhã. Na costa da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, o vapor Metropolis encalha a caminho do Brasil. Oitenta e cinco pessoas morrem, entre elas trabalhadores contratados para construir uma ferrovia no meio da Amazônia. Nenhum trilho tinha sido colocado. E a obra já tinha matado. Trinta e dois anos depois, essa ferrovia reuniu mais de 21 mil homens de cerca de 50 nacionalidades: barbadianos, espanhóis, portugueses, cearenses, bolivianos e muitos outros. Ela ficou conhecida como a Ferrovia do Diabo e nasceu como parte do preço que o Brasil pagou pelo Acre. Este documentário mostra como era a vida de quem construiu a Madeira-Mamoré: o trabalho na floresta, o quinino de todo dia, o hospital da Candelária, os bailes de sábado e o críquete dos barbadianos. E revela por que a famosa lenda de "um morto por dormente" está errada, e por que a verdade é ainda mais difícil de aceitar. Neste documentário você vai descobrir: Por que o Brasil se comprometeu a construir uma ferrovia no meio da selva As tentativas fracassadas e o naufrágio que matou trabalhadores antes do primeiro trilho Como era o dia a dia dos homens de 50 nacionalidades no canteiro O que Oswaldo Cruz encontrou quando visitou a obra em 1910 A vida dos barbadianos que fundaram um bairro em Porto Velho Quantos morreram de verdade, e por que a ferrovia ficou pronta tarde demais Capítulos: 00:00 Antes do primeiro trilho 01:41 O rio que ninguém atravessava 05:24 A chegada de 21 mil homens 08:11 Assim era o trabalho 11:07 O médico que mediu a febre 13:34 A vida fora dos trilhos 16:19 A chegada dos trilhos, e o problema 18:47 A lenda e a conta 20:55 O que ficou 22:53 O que essa história diz sobre o Brasil Fontes: FERREIRA, Manoel Rodrigues. A Ferrovia do Diabo (1959; ed. 2005) HARDMAN, Francisco Foot. Trem-Fantasma: a ferrovia Madeira-Mamoré e a modernidade na selva (2005) CRUZ, Oswaldo. Considerações geraes sobre as condições sanitárias do Rio Madeira (1910) — Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz Biblioteca Nacional — Brasiliana Fotográfica: "Trilhos sobre a floresta" (fotografias de Dana Merrill) TOMLINSON, H. M. The Sea and the Jungle (1912) Artigos acadêmicos: Revista Canoa do Tempo (UFAM); Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi; estudos sobre os antilhanos de Porto Velho e o Cemitério da Candelária As imagens deste vídeo são reconstruções cinematográficas criadas com inteligência artificial para ilustrar a época. Os fatos narrados são baseados nas fontes listadas. Em memória dos milhares de trabalhadores que construíram a Madeira-Mamoré. #MadeiraMamoré #FerroviaDoDiabo #HistóriaDoBrasil #Amazônia #OBrasilQueFoi