IA coração de Gesso
mundo virtual
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IA coração de Gesso
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A lua morde a minha nuca,
um anjo dorme na minha boca.
A cruz apodrece no jardim,
e o diabo já desistiu de mim.
Tem um fantasma no corredor,
cheirando a incenso e a dor.
Meu coração é um caixão
batendo em outra dimensão.
(Pré-refrão)
E se eu chorar, não é por você,
é só o ossuário a se mexer.
E se eu sorrir, não é normal,
é o verme achando tudo legal.
(Refrão)
Desce a névoa, sobe o giz,
ninguém aqui vai ser feliz.
Eu beijo a lápide e o chão,
e danço com a escuridão.
Desce a névoa, sobe o giz,
o céu é um hospício sem juiz.
Eu beijo a lápide e o chão,
e danço com a escuridão.
(Verso 2)
As velas choram sobre o chão,
os santos pedem proteção.
Mas eu já vendi minha oração
por um cigarro e um refrão.
No espelho tem um outro eu
que já morreu e não soube que morreu.
Ele me acena devagar,
me convidando a não voltar.
(Pré-refrão)
E se eu chorar, não é por você,
é só o ossuário a se mexer.
E se eu sorrir, não é normal,
é o verme achando tudo legal.
(Refrão)
Desce a névoa, sobe o giz,
ninguém aqui vai ser feliz.
Eu beijo a lápide e o chão,
e danço com a escuridão.
Desce a névoa, sobe o giz,
o céu é um hospício sem juiz.
Eu beijo a lápide e o chão,
e danço com a escuridão.
(Ponte)
Dorme, osso, dorme, irmão,
a terra é só um colchão.
Dorme, osso, dorme, irmão,
a terra é só um colchão.
A terra é só um colchão.
A terra é só um colchão.
(Refrão final — sussurro até grito)
Desce a névoa, sobe o giz,
NINGUÉM AQUI VAI SER FELIZ.
Eu beijo a lápide e o chão,
E DANÇO COM A ESCURIDÃO.
Desce a névoa, sobe o giz,
O CÉU É UM HOSPÍCIO SEM JUIZ.
Eu beijo a lápide e o chão,
E DANÇO COM A ESCURIDÃO.