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DÁ PARA VIRAR? Um balanço das eleições e os desafios da esquerda para o futuro

Diacrônico

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DÁ PARA VIRAR? Um balanço das eleições e os desafios da esquerda para o futuro

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VAI DAR PT? UM BALANÇO DAS ELEIÇÕES Nesta live, fizemos uma análise profunda dos resultados eleitorais de 2026 e dos desafios que se colocam para a esquerda e para o governo Lula a partir de 2027. Discutimos a correlação de forças no Congresso, os quóruns para aprovação de leis e impeachment, o avanço da extrema-direita, o papel das redes sociais e os cenários para os próximos anos. 🔹 O que você vai encontrar nesta live: 1. Eleições no Legislativo: domínio da extrema-direita Senado: 54 cadeiras em disputa. PT e aliados conquistaram 17; Flávio Bolsonaro e possíveis aliados, 34. Câmara: base de Lula estimada em 331 deputados, mas com apoio não automático e maioria conservadora de mais de 260 cadeiras. Encolhimento do centro e perda de 2 cadeiras da esquerda em cada Casa. 2. Governabilidade e quóruns Senado: base de Lula teria cerca de 25 senadores, contra uma oposição expressiva. Dificuldades para aprovar projetos de lei simples (41 votos) e quóruns qualificados (54 votos). Explicação dos quóruns: maioria simples, absoluta, PEC (3/5) e impeachment. 3. Impeachment de Lula: é fácil? Processo em duas fases: Câmara (342 votos) e Senado (54 votos). Obstáculo principal: a Câmara, onde a base do governo, mesmo fragmentada, tende a barrar a autorização. Cenário no Senado é mais favorável à oposição, mas depende da Câmara. 4. Redes sociais e Big Techs Vitória das redes: Reels da Silva, influencers na política. Exemplos de sucesso: Jones Manoel, Elias, Humberto, Rick Azevedo. Fracassos: figuras históricas (Zé Dirceu, Valdemar) e candidatos caricatos (Tiririca, Caneta Azul). Haddad e o fracasso das candidaturas acadêmicas. 5. Eleição presidencial: dá para virar? Minas Gerais como estado pendular. Erro do governo: aposta na desmobilização. Necessidade de politização permanente e trabalho de base (persuasão pelos afetos). Crítica à análise que culpa o povo pobre (“eleger o povo” – Brecht). Inspiração no Chile de Boric: mobilização profunda e permanente. Obstáculos: derrotismo e “esquerda mimada”. Atos organizados por estudantes e juventude (ex.: UFF). 6. Cenários e perspectivas Curto prazo: para onde vão os votos dos derrotados? Abstenções. Longo prazo: se Lula vence, será mais fraco que Lula III; se Flávio vence, domina os três poderes. Manter a politização para 2030.