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"GUERRA" - Soares Teixeira

Soares Teixeira - POEMOTERAPIA

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"GUERRA" - Soares Teixeira

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Soares Teixeira - POEMOTERAPIA
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FÁBRICA Setembro, dia 28. Quando penso em fábricas, sou árvore que se observa a rodar em torno do seu eixo. Foram muitos anos a ser fábrica. Recordo-me árvore de dever e empenho que se estendeu para onde foi preciso. Pássaros de nostalgia pousam-me nos ramos. Há uma linha recta, na viagem que as fábricas têm de percorrer, constantemente, uma linha de exactidão que é a soma de muitos pontos. Um fui eu. O meu olhar curva-se em homenagem quando penso nos plátanos de esperança que todos os dias fazem da perfeição estrada e meta a criar horizonte. Mar e depois fábrica, eis a refeição que fui dando a comer ao meu amanhã: este hoje – indústria que transforma fins em princípios. Fabrico-me com peças de pensamento. Acaba aqui a montagem deste poema. Entrego-o nas mãos do vento.