As relações entre punição, vigilância e poder na obra de Michel Foucault
Rádio e TV Justiça
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As relações entre punição, vigilância e poder na obra de Michel Foucault
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Dos castigos físicos em praça pública ao surgimento das prisões modernas. Essa transformação nas formas de punir é o ponto de partida de Vigiar e Punir, obra publicada em 1975 pelo filósofo francês Michel Foucault. O livro investiga como a punição deixou de ser um espetáculo público e passou a integrar um sistema de regras, vigilância e controle do comportamento.
No Iluminuras — Clássicos do Direito, a obra é apresentada a partir de suas quatro partes: suplício, punição, disciplina e prisão. O programa explora conceitos como os corpos dóceis e o panóptico, modelo de vigilância idealizado por Jeremy Bentham e analisado por Foucault para explicar o funcionamento do poder disciplinar. A convidada é a pesquisadora e advogada, Marília Silva. “A vigilância panóptica substitui a necessidade do uso da força física ou da violência pelo controle psicológico. Para Foucault é uma espécie de aprisionamento da alma”, destacam em conversa com a jornalista Rafaela Vivas.
A edição discute a atualidade das ideias do filósofo e sua contribuição para compreender as relações entre justiça, punição e liberdade. Mais de cinquenta anos depois de sua publicação, Vigiar e Punir continua provocando reflexões sobre o sistema prisional, os mecanismos de controle social e os limites do poder.