A Tragédia da Piedade: o último tiro foi defesa ou vingança?
A Casa do Breu
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A Tragédia da Piedade: o último tiro foi defesa ou vingança?
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Em 15 de agosto de 1909, Euclides da Cunha, autor de Os Sertões, morreu a tiros na porta de uma casa na Piedade, no Rio de Janeiro. Quem atirou foi absolvido. Sete anos depois matou também o filho dele, que o atacou armado, e foi absolvido de novo.
O último tiro foi defesa ou vingança? A resposta depende de quem conta.
A história real da Tragédia da Piedade: Euclides da Cunha, a mulher dele, Ana, o cadete Dilermando de Assis, o irmão dele, Dinorah, e o filho de Euclides, o Quidinho. O vídeo segue o que ficou no papel: autos e jornais de 1909 e 1916 citados por outras fontes, e o que as duas famílias contaram. Mostra as duas versões do tiroteio de 1909, a da defesa, que a Justiça aceitou, e a da acusação, dizendo de quem é cada fala.
Dilermando foi absolvido em 1911 (júri empatado em 6 a 6, o que favorece o réu), em 1914 (5 a 2, legítima defesa) e em 1916 (Conselho de Guerra, legítima defesa). "Assassino" aparece no vídeo só como palavra dos jornais, de um telegrama e de uma pichação, e como a palavra que a filha de Dilermando quer tirar da biografia do pai.
Onde as fontes divergem (número de tiros, onde Euclides caiu, quanto tempo ficou fora em 1905), o vídeo dá as versões ou evita o número. Autos, jornais da época e livros (Walnice Nogueira Galvão, Mary Del Priore, Judith de Assis, o próprio Dilermando) não foram consultados diretamente: as citações vêm das fontes abaixo.
Capítulos:
0:00 O revólver emprestado
0:34 O que ficou no papel
0:49 1905: Ana e Dilermando
1:52 A casa da Piedade e o sábado sem Ana
2:32 O domingo de chuva
3:13 Duas versões do tiroteio
3:47 A versão da acusação
4:04 A menina de nove anos
4:30 A versão de Dilermando
4:56 "Assassinado!": a reação do país
5:20 O júri de 1911: seis a seis
5:45 O casamento e o segundo júri
6:18 O segundo ato: os filhos de Euclides
7:09 4 de julho de 1916
7:32 A imprensa e o tiroteio de 1916
7:42 O Conselho de Guerra
8:01 Os autos que sumiram
8:14 Dinorah e a exposição de 1922
8:56 1951: o livro e a última entrevista
9:25 "Filha de assassino"
10:05 Mary Del Priore: todos vítimas, e três absolvições
10:36 E você?
Fontes (consultadas em 09/10/2026):
Conjur, "Livro resgata autos do assassinato de Euclides da Cunha", 19/11/2007: https://www.conjur.com.br/2007-nov-19...
Conjur, Arnaldo Godoy, "A voz feminina que não se escutou", 16/08/2020: https://conjur.com.br/2020-ago-16/emb...
BBC News Brasil, Júlia Dias Carneiro, "Filha busca Justiça histórica para pai, que matou Euclides da Cunha", 09/07/2019: https://www.bbc.com/portuguese/48916568
CJF/TRF2, maio de 2010: https://www.cjf.jus.br/cjf/outras-not...
Migalhas, "Euclides invade a casa de Dilermando e leva a pior", 2009: https://www.migalhas.com.br/quentes/8...
Folha de S.Paulo, Maurício Meireles, 09/07/2019: https://www1.folha.uol.com.br/ilustra...
Jornal Jurid, Gisele Leite, "Tragédia da Piedade": https://www.jornaljurid.com.br/coluna...
Terra, Voltaire Schilling, "Euclides e a tragédia da Piedade": https://www.terra.com.br/noticias/edu...
Aventuras na História, "A tragédia da Piedade: os tiros que mataram Euclides da Cunha": https://aventurasnahistoria.com.br/no...
Aventuras na História, "Tragédia dupla", 27/09/2020: https://aventurasnahistoria.com.br/no...
Imagens: reconstituições geradas por IA (marcadas "Reconstituição" na tela), que mostram lugares, objetos e figuras de costas, sem rosto, e não reproduzem a aparência de ninguém; cartões com datas e citações das fontes; e fotos de época do Wikimedia Commons, creditadas na tela e adaptadas (recorte, fundo, cor), todas em domínio público.
Fotos do Wikimedia Commons (Arquivo Nacional, Instituto Moreira Salles e outras): busque "Euclides da Cunha.jpg", "Fon-Fon Euclydes Cunha 1908", "Time Botafogo 1910", "Silogeu Brasileiro", "Estação Central do Brasil", "Rua Bella de São João", "Sena Madureira", "Exposição do Centenário 1922".
Narração com voz sintética e som ambiente sintetizado.
E você? Naquela manhã na Piedade, o último tiro de Dilermando foi defesa ou vingança? E a palavra "assassino" cabe nele, ou não? Conta nos comentários, sem ofensa a ninguém.
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