Especial Eleições #20: especialista defende financiamento contínuo para ciência e inovação - 22/9/26
Câmara dos Deputados
0:00 / 0:00
Especial Eleições #20: especialista defende financiamento contínuo para ciência e inovação - 22/9/26
484 просмотра · 5 дней назад
Câmara dos Deputados
1,47 млн подписчиков
484 просмотра · 5 дней назад
O vigésimo episódio da série especial do Painel Eletrônico sobre eleições abordou, nesta terça-feira (22), a importância dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação no país. Embora o Brasil esteja em 13º lugar no ranking global de produção de artigos científicos, ocupa a 52ª posição em inovação entre as economias mundiais.
Em entrevista ao Jornal da Rádio Câmara, o professor da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em políticas públicas na área, Fabrício Neves, defendeu o financiamento contínuo e previsível para ciência, tecnologia e inovação.
Atualmente, o país investe cerca de 1,2% do PIB no setor. Mas a meta da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2024-2034 é fazer com que os investimentos nacionais em pesquisa e desenvolvimento alcancem 2% do PIB ao final do período.
“Nós não podemos, a cada ciclo de quatro anos, alterar as regras vigentes, porque, para o desenvolvimento de pesquisa, de ciência, de tecnologia, inovação, a previsibilidade também é um investimento, é um insumo muito importante para que as iniciativas continuem no tempo e para que você possa realmente criar tecnologias disruptivas, que são essas tecnologias do século XXI, e que o Brasil lamentavelmente ainda tem patinado no desenvolvimento delas”, alertou o pesquisador.
Fabrício Neves destacou que 95% das pesquisas no país são desenvolvidas nas universidades públicas e que é preciso garantir recursos para os estudos e para os bolsistas de mestrado e doutorado. O professor lembrou dos cortes recentes de recursos da Capes e do CNPq e dos bloqueios orçamentários no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Para ele, as empresas brasileiras também precisam ampliar as parcerias com os pesquisadores.
Fabrício afirmou que o país construiu uma ampla infraestrutura científica, com destaque para agrociência, saúde, energia renovável, biotecnologia e mudanças climáticas. Por outro lado, apontou dificuldades em semicondutores, inteligência artificial e tecnologias quânticas. Para ele, ampliar a capacidade nacional nessas áreas é uma questão de soberania.
“Pensando que o Brasil é uma das grandes reservas de terras raras, a gente teria que fazer um esforço ainda maior do que a gente tem para transformar essas terras raras no próprio país e quem sabe criar entre nós uma soberania em relação à produção de semicondutores e inteligência artificial”, defendeu.
Para estas eleições, o professor da UnB recomendou que os eleitores estejam atentos às propostas dos candidatos, tanto em relação à previsão de investimentos em ciência e tecnologia quanto à necessidade de uma visão não negacionista da ciência.
“A gente tem realmente que localizar as nossas candidatas, os nossos candidatos, dentro de um espectro de defensores da ciência, mas não somente isso. Que realmente participem do debate sobre ciência, tecnologia e inovação e que coloquem ciência, tecnologia e inovação como insumos que podem impactar em redução de desigualdade e em maior equidade em nossa sociedade”, concluiu.
Apresentação – Ana Raquel Macedo
Siga-nos também nas redes sociais:
/ camaradeputados
/ camaradeputados
/ camaradosdeputados
/ camaradosdeputados
/ camaradosdeputados
/ camaradosdeputados
https://kwai.com/@camaradosdeputados
https://threads.com/@camaradosdeputados
https://cd.leg.br/telegram
https://bsky.app/profile/camara.leg.br
Conheça nossos canais de participação:
https://www2.camara.leg.br/participacao
#CâmaraDosDeputados #Eleições #Financiamento #Ciência #Tecnologia #Inovação #DiretoAoAssunto #PainelEletrônico #RádioCâmara