POPULAÇÃO LGBTQIA+: quanto custa a discriminação no Brasil? | SE2026
Instituto de Economia da Unicamp
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POPULAÇÃO LGBTQIA+: quanto custa a discriminação no Brasil? | SE2026
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A população LGBTQIA+ enfrenta desigualdades no trabalho, na renda e na saúde. A mesa mostra como a falta de dados limita políticas públicas.
Como formular políticas públicas para uma população que permanece parcialmente invisível nas estatísticas oficiais? A mesa de encerramento da Semana da Economia 2026 analisa a discriminação contra pessoas LGBTQIA+ no Brasil, seus efeitos econômicos e os desafios envolvidos na produção de dados quantitativos.
Alberto Luiz Araújo Filho apresenta uma pesquisa do Ipea sobre pessoas trans nos registros administrativos e no mercado formal de trabalho. O estudo cruza dados da Receita Federal, da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, além de mapear informações sobre identidade de gênero e nome social em diferentes bases públicas.
Os resultados indicam menor participação das pessoas trans da amostra no mercado formal, remuneração média equivalente a 68% da observada na população geral e sub-representação no serviço público. A exposição também examina a presença de pessoas trans como microempreendedoras individuais e as desigualdades associadas a gênero, raça, ocupação e estabilidade dos vínculos.
Natália Fiorante Breda discute o custo econômico da exclusão, as disparidades de emprego e renda e a construção de indicadores de bem-estar e desenvolvimento social. A partir da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, analisa saúde mental, violência, consumo de álcool e tabaco, renda, educação, trabalho e acesso a serviços.
A pesquisadora também mostra como a formulação das perguntas influencia quem aparece nas estatísticas. “Como o Estado desenha políticas públicas para quem não existe no papel?” é a questão que orienta a análise sobre orientação sexual, identidade de gênero e planejamento público baseado em evidências.
Participantes:
Alberto Luiz Araújo Filho — técnico de planejamento e pesquisa do Ipea
Natália Fiorante Breda — doutoranda em Demografia pela Unicamp
CAPÍTULOS
00:00 Discriminação LGBTQIA+ e escassez de dados
02:53 Pessoas trans nas estatísticas oficiais
09:07 Invisibilidade estatística e políticas públicas
13:04 Registros administrativos e método de identificação
19:51 Pessoas trans no mercado formal de trabalho
28:00 Dados oficiais e planejamento do Estado
31:02 O custo econômico da exclusão LGBTQIA+
37:33 Indicadores de bem-estar e desenvolvimento social
45:39 Como medir orientação sexual e identidade de gênero
52:12 Trabalho digno, ações afirmativas e inclusão
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