Síndrome de Pânico - 5/6
O Espaço Interior - Fran
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Síndrome de Pânico - 5/6
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Material encontrado no livro do Espirito Joanna de Ângelis, em parceria com o médium Divaldo Pereira Franco, intitulado Amor, Imbatível Amor.
Continuando;
Em 1980 foi estabelecido como sendo uma entidade específica, diferente
de outros transtornos de ansiedade, aquele que passou a ser denominado
como síndrome de pânico, ou melhor elucidando, como transtorno de pânico,
em razão de suas características serem diferentes dos conhecidos distúrbios.
A designação tem origem no deus Pan, da Mitologia grega, caracterizado
pela sua fealdade e forma grotesca, parte homem, parte cabra, e que se comprazia em assustar as pessoas que se acercavam do seu habitat, nas
montanhas da Arcádia, provocando-lhes o medo.
Durante muito tempo, esse distúrbio foi designado indevidamente como
ansiedade, síndrome de despersonalização, ansiedade de separação, psicastenha, hipocondria, histeria, depressão atípica, agorafobia, até ser estudado
devidamente por Sigmund Freud, ao descrever uma crise típica de pânico em
uma jovem nos Alpes Suíços. Anteriormente, durante a guerra franco-austríaca
de 1871, o Dr. Marion Da Costa examinou pacientes que voltavam do campo
de batalha apresentando terríveis comportamentos psicológicos, com crises de
ansiedade, insegurança, medo, diarréia, vertigens e ataques, entre outros
sintomas, e que foram denominados como coração irritável, por fim tornandose conhecido como Síndrome de Da Costa, pela valiosa contribuição que ele
ofereceu ao seu estudo e terapia.
A síndrome de pânico pode ocorrer de um para outro momento e atinge
qualquer indivíduo, particularmente entre os 10 a 40 anos de idade, alcançando, na atualidade, expressivo índice de vítimas, que oscilam entre 1% e 2% da
população em geral.
Na atualidade apresenta-se com alta incidência, levando grande número
de pacientes a aflições inomináveis.
Existem fatores que desencadeiam, agravam ou atenuam essa ocorrência
e podem ser catalogados como físicos e psicológicos.
Já não se pode mais considerar como responsável pelos distúrbios
mentais e psicológicos uma causa unívoca, porém, uma série de fatores
predisponentes como ambientais, especialmente no de pânico.
Entre os primeiros se destacam os da hereditariedade, que se
responsabilizam pela fragilidade psíquica e pela ansiedade de separação. Tais
fatores genéticos facultam o desencadear da predisposição biológica para a
instalação do distúrbio de pânico. Por outro lado, os conflitos infantis,
geradores de insegurança e ansiedade, facultam o campo hábil para a
instalação do pânico, quando se dá qualquer ocorrência direta ou indireta, que
se responsabiliza pelo desencadeamento da crise.
Acredita-se que a responsabilidade básica esteja no excesso de serotonina
sobre o Sistema Nervoso Central, podendo ser controlada a crise mediante
aplicação de drogas específicas tais clonazepam, não obstante ainda seja
desconhecido o efeito produzido em relação a esse neuro-receptor.
O surto ou crise é de efeitos alarmantes, por transmitir uma sensação de
morte, gerando pavor e desespero, que não cedem facilmente.
A utilização de palavras gentis, os cuidados verbais e emocionais com o
paciente não operam o resultado desejado, em razão da disfunção orgânica,
que faculta a instalação da ocorrência, embora contribuam para fortalecer no
enfermo a esperança de recuperação e poder trabalhar-se o psiquismo de forma positiva, que minora a sucessão dos episódios devastadores.
Não raro, o paciente, desestruturado emocionalmente e vitimado pela sucessão
das crises, pode desenvolver um estado profundo de agorafobia ou derrapar
em alcoolismo, toxicomania, como evasões do problema, que mais o agravam,
sem dúvida.
É uma doença que se instala com mais freqüência na mulher, embora
ocorra também no homem, e não se trata de um problema exclusivamente contemporâneo, resultado do estresse dos dias atuais, em razão de ser conhecida
desde a Grécia antiga, havendo sido, isto sim, melhor identificada mais
recentemente, podendo ser curada com cuidadoso tratamento psiquiátrico ou
psicológico, desde que o paciente se lhe submeta com tranqüilidade e sem a
pressa que costuma acompanhar alguns processos de recuperação da saúde
mental.
O distúrbio de pânico encontra-se enraizado no ser que desconsiderou as
Soberanas Leis e se reencarna com predisposição fisiológica, imprimindo nos
gens a necessidade da reparação dos delitos transatos que permaneceram
sem justa retificação, porque desconhecidos da Justiça humana, jamais porém,
da divina e da própria consciência do infrator. Por isso mesmo, o portador de
distúrbio de pânico não transfere por hereditariedade necessariamente a
predisposição aos seus descendentes, podendo, ele próprio não ter antecessor
nos familiares com essa disfunção explícita.
Indispensável esclarecer que, embora a gravidade da crise, o distúrbio de
pânico não leva o paciente à desencarnação, apesar de dar-lhe essa estranha
e dolorosa sensação.