NR-1, Carro Elétrico e Morador Antissocial: O Que Todo Síndico Precisa Ouvir.
SÍNDICO SINCERO
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NR-1, Carro Elétrico e Morador Antissocial: O Que Todo Síndico Precisa Ouvir.
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SÍNDICO SINCERO
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Assessoria jurídica em condomínio ainda é tratada como gasto supérfluo por muita gente. Síndico acha que só precisa de advogado quando o bagulho já virou processo. Conselheiro quer três orçamentos e escolhe o mais barato. Morador questiona tudo na assembleia. E aí, quando a multa chega, quando o funcionário entra com ação trabalhista, quando o condômino do carro elétrico bate na porta exigindo instalação adivinha quem fica sozinho segurando o prejuízo? O síndico.
Hoje estamos com duas das advogadas mais afiadas do mercado condominial paulistano: a Dra. Andreia Soares Ribeiro, fundadora do escritório que leva seu nome, e a Dra. Viviane Basqueira, especialista em assessoria jurídica condominial. Junto com a Dra. Cláudia que dessa vez não pôde estar presente elas formam um escritório liderado inteiramente por mulheres, com mais de uma década de atuação exclusiva no direito condominial.
E aí a conversa vai fundo nos temas que estão tirando o sono de todo síndico.
NR-1 e riscos psicossociais: A norma não é nova existe desde 1978. O que é novo é a inclusão dos riscos psicossociais e o início da fase de fiscalização a partir de 26 de maio. Condomínio é empregador. A NR-1 se aplica sim. E o síndico que acha que basta ter o PGR na gaveta sem nunca ter lido vai se surpreender quando o processo chegar. A doutora explica o que significa monitoramento contínuo, como identificar os três principais causadores de dano no ambiente condominial o próprio condomínio, um colega de trabalho e o próprio síndico e por que ignorar o funcionário que reclama de um condômino agressivo pode custar caro.
Morador antissocial: O Cardoso não fala só de teoria. Ele traz um caso real dos seus próprios condomínios: uma moradora que xinga a equipe da portaria, que já cuspiu nele, que aterroriza moradores na academia. Notificação feita, multa em andamento, possível laudo psiquiátrico e curadoria sendo analisados. A doutora detalha cada passo: por que você não pode pular etapas, por que o regulamento interno precisa estar construído antes da crise, e por que o jurídico precisa estar do seu lado desde o início não só quando o bagulho já explodiu na assembleia.
Lei do carro elétrico: A lei estadual existe, e o morador tem o direito de pedir a instalação na vaga privativa. Mas a estrutura elétrica do condomínio é coletiva. Quando a adaptação necessária custa R$ 400 mil, não é o dono do carro elétrico que paga é o condomínio inteiro. A doutora explica por que essa lei tem grande chance de ser considerada inconstitucional por interferir no direito de propriedade federal, como cada condomínio tem uma realidade completamente diferente, e por que não existe receita de bolo: tem prédio que resolve por zero reais usando uma área ociosa que a construtora deixou, tem prédio que precisaria de assembleia, laudo técnico e rateio para viabilizar qualquer coisa.
O valor real da assessoria jurídica: Um edital mal feito anula a assembleia. Uma notificação construída no improviso não sustenta uma multa. Um contrato de terceirizada sem análise jurídica pode virar passivo trabalhista. A assessoria não é paga só para aparecer na assembleia ela é paga para construir a gestão junto com o síndico, mês a mês, decisão a decisão. E quando se faz o cálculo correto, o custo da assessoria em um condomínio de médio padrão é proporcionalmente irrisório diante do que ela é capaz de evitar.
Um episódio denso, honesto, cheio de história real e conteúdo técnico que o mercado condominial precisa ouvir.