Não me Abandoneis, Senhor | Salmo 38 | 150 Dias de Oração com os Salmos
Vigília da Fé
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Não me Abandoneis, Senhor | Salmo 38 | 150 Dias de Oração com os Salmos
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Hoje rezamos o Salmo 38, dando continuidade à série 150 Dias de Oração com os Salmos.
Este é um salmo para quem chegou à oração sem forças para esconder aquilo que dói.
O corpo sofre.
A consciência pesa.
A culpa inquieta.
Os amigos se afastam.
As palavras faltam.
E, no fim, sobra uma súplica:
“Não me abandoneis, Senhor;
meu Deus, não fiqueis longe de mim.
Apressai-vos em socorrer-me,
Senhor, minha salvação.”
O Salmo 38 é uma oração penitencial profundamente humana.
O salmista não aparece diante de Deus tentando organizar uma explicação bonita para aquilo que vive.
Ele fala de dor no corpo, de chagas, de fraqueza, do coração agitado, da perda de forças, da luz dos olhos que se apaga.
Também reconhece sua própria iniquidade.
E conhece ainda outra dor: a solidão.
“Amigos e companheiros afastam-se da minha chaga; os parentes param ao longe.”
Nesta Récita Orante, rezaremos por quem carrega dores físicas, espirituais e emocionais.
Por quem está doente e sente vergonha da própria fragilidade.
Por quem percebe que algumas feridas também nasceram de escolhas erradas e precisa pedir perdão.
Por quem foi abandonado justamente quando mais precisava de presença.
Por quem perdeu a força de se explicar.
E por quem já não consegue formular uma oração longa, mas ainda consegue dizer:
“Senhor, não me abandoneis.”
🙏 DEIXE SUA INTENÇÃO DE ORAÇÃO NOS COMENTÁRIOS
Há alguma dor que você vem escondendo?
Existe alguma culpa que precisa finalmente ser colocada diante de Deus?
Você está atravessando uma doença, uma perda, uma solidão ou um tempo em que parece não haver forças nem para rezar?
Coloque sua intenção nos comentários.
Rezemos uns pelos outros.
REFRÃO MEDITATIVO
Não me abandoneis, Senhor.
Não fiqueis longe de mim.
Apressai-vos em socorrer-me,
Senhor, minha salvação.
QUANDO O CORPO TAMBÉM REZA
O Salmo 38 não fala apenas da alma.
O corpo inteiro aparece na oração.
As flechas se cravam.
A mão pesa.
A carne sofre.
Os ossos perdem a paz.
As chagas doem.
O coração palpita.
As forças faltam.
A luz dos olhos desaparece.
Há sofrimentos que não ficam apenas nos pensamentos.
Eles atravessam o corpo.
E há momentos em que o corpo parece rezar antes mesmo de conseguirmos encontrar palavras.
O Senhor conhece também essa oração.
CULPA NÃO É DESESPERO
O salmista não esconde a própria responsabilidade.
“Declaro a minha iniquidade; ando inquieto por causa do meu pecado.”
Mas reconhecer o pecado não significa concluir que já não existe misericórdia.
A confissão verdadeira não termina no desespero.
Ela abre caminho para o socorro.
Por isso esta oração não pretende afirmar que toda doença ou sofrimento seja castigo por algum pecado.
O salmo coloca diante de Deus, ao mesmo tempo, a fragilidade do corpo, a consciência da culpa e a necessidade de misericórdia.
Cabe a nós reconhecer aquilo que realmente precisa de conversão sem atribuir automaticamente cada sofrimento a uma punição divina.
QUANDO AS PESSOAS SE AFASTAM
Uma das dores mais fortes do salmo aparece quando amigos e parentes permanecem à distância.
Há sofrimentos que assustam os outros.
Doenças longas.
Depressão.
Luto.
Dependência.
Fracassos.
Problemas familiares.
Feridas que não se resolvem rapidamente.
Às vezes, quem sofre percebe que algumas pessoas simplesmente não sabem permanecer perto.
Por isso também rezamos por aqueles que ficaram sozinhos.
E pedimos perdão pelas vezes em que fomos nós que nos afastamos da ferida alheia.
QUANDO NÃO HÁ MAIS RESPOSTA
O salmista diz:
“Eu, porém, sou como um surdo: não ouço; como um mudo que não abre a boca.”
Há momentos em que não sabemos mais o que responder.
Não conseguimos explicar nossa dor.
Não conseguimos convencer os outros.
Não conseguimos organizar uma defesa.
A oração então se torna espera:
“Porque em vós, Senhor, eu espero; vós respondereis, Senhor, meu Deus.”
Nem todo silêncio é abandono.
Há silêncios em que a única coisa possível é permanecer diante de Deus e esperar que Ele responda.
“O MEU SUSPIRO NÃO VOS É OCULTO”
Talvez esta seja uma das frases mais consoladoras deste salmo.
Mesmo quando faltam palavras, o suspiro não está escondido de Deus.
Ele vê aquilo que não conseguimos explicar.
Conhece aquilo que ainda não conseguimos confessar completamente.
Escuta até a oração que não conseguiu tornar-se frase.
Por isso ninguém precisa chegar diante do Senhor inteiro, organizado ou forte.
Pode chegar ferido.
Pode chegar cansado.
Pode chegar sem saber o que pedir.
E ainda assim dizer:
“Senhor, minha salvação.”
SOBRE A NUMERAÇÃO DO SALMO
Nesta série seguimos a numeração hebraica dos Salmos.
Por isso:
Salmo 38 da série = Salmo 37 na Bíblia Ave-Maria e na numeração tradicional greco-latina.
Em muitas referências católicas, poderá aparecer como:
Salmo 37(38).
Caso esteja acompanhando pela Bíblia Ave-Maria, procure pelo Salmo 37.
SOBRE A TRADUÇÃO UTILIZADA
A traduçã