Перейти к содержимому

LITERATURA DE CORDEL com José João dos Santos: o Azulão - MEC - DAC - CDFB

Fred Hubner

0:00 / 0:00

LITERATURA DE CORDEL com José João dos Santos: o Azulão - MEC - DAC - CDFB

13 270 просмотров · 12 лет назад
Fred Hubner
6,52 тыс. подписчиков
13 270 просмотров · 12 лет назад
LITERATURA DE CORDEL com José João dos Santos: o Azulão - MEC - DAC - CDFB A Literatura de Cordel é o Romanceiro Popular Nordestino, originário dos "romances" dos séculos XV e XVI que nos foram trazidos na memória e na bagagem dos colonizadores. A princípio publicados nas "folhas soltas" ou "folhas volantes" mais tarde em folhetos pobremente impressos e com capas ilustradas por xilogravuras feitas por entalhadores populares, os romances adquiriram a denominação de literatura de cordel porque eram expostos à venda, nos mercados e nas feiras, pendurados em cordel. As estórias são cantadas pelos cantadores ou recitadas pelos folheteiros e na área de divulgação abrange particularmente o Nordeste, estendendo-se à Amazônia, Rio de Janeiro e São Paulo. O Prof. Manuel Diégues Júnior divide a Literatura de Cordel em três grandes grupos: a) Temas Tradicionais (Romances e Novelas; Contos Maravilhosos; Estórias de Animais; Anti-heróis e Tradição Religiosa). — b) Fatos Circunstanciais ou Acontecidos (Manifestação de Natureza física; Fatos de Repercussão Social; Cidade e Vida Urbana; Crítica e Sátira; o Elemento Humano: Getúlio Vargas, Fanatismo e Misticismo; Antônio Conselheiro e Padre Cícero; Cangaceirismo: Antônio Silvino e Lampião; Tipos Étnicos e Tipos Regionais. — c) Cantorias e Pelejas. Tanto na obra de Leandro, quanto na de Azulão. existem folhetos mais conhecidos e de maior significação histórica. Nossa intenção ao escolher, o Marco Brasileiro obedeceu à necessidade de documentar — antes que desapareça por completo — a temática de um antigo gênero de cordel, pouco cultuado em nossos dias. Acreditamos que as composições poéticas do tipo "Marco" tenham sido relegadas ao esquecimento, não só pela falta de divulgação como também por expressar uma narrativa que requer grande poder de imaginação, conhecimentos gerais, além de completo domínio da forma poética. Iniciando a divulgação da literatura de cordel em disco a Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro objetivou reunir um gênero esquecido e um tema atual — o marco e a parábola — apresentando os dois folhetos na interpretação de Azulão, que, possuindo boa afinação, valoriza os textos com a beleza de suas toadas e o som de sua magnífica viola. LEANDRO GOMES DE BARROS nasceu em 1865, em Pombal, Paraíba, e faleceu em 1918, em Recife, Pernambuco, onde, a partir de 1889, começou a publicar os seus folhetos. Foi o maior poeta popular brasileiro. Autor de quase mil estórias, ainda hoje as melhores da Literatura de Cordel, como: O Boi Misterioso, A Vida de Pedro Cem, Batalha de Oliveiros com Ferrabraz, História da Donzela Teodora, O Retirante, O Roto na Porta do Nu, A Vida e o Testamento de Cancão de Fogo, A Mulher Roubada e Alonso e Marina. JOSÉ JOÃO DOS SANTOS "Azulão", alcunha que adotou do cantador Sebastião Cândido dos Santos (1891 — 1946), nasceu em 1932, no Município de Sapé, PB, e vive no Rio de Janeiro, onde canta desafios e publica seus folhetos. Autor de várias dezenas de estórias como: Os Horrores da Central em Paciência e Mangueira, História Completa de Renato e Mariana, A Deusa e o Caçador, Os Sofrimentos do Operário, A Saia que suspendeu, A Fera da Penha, O Trem da Madrugada, Os Namorados de Hoje e o Mundo Não Presta Mais. Aloysio de Alencar Pinto FACE A O Marco Brasileiro - 19'00" de Leandro Gomes de Barros (1865/1918) FACE B O Homem do Arroz e o Poder de Jesus - 21'00" de José João dos Santos "Azulão" JULHO DE 1975 Capa: José João dos Santos "Azulão" Foto de José Moreira Frade (1975) FICHA TÉCNICA Interpretação: José João dos Santos "Azulão", acompanhando-se em sua viola (T. Giannini, SP — 1963), de 10 cordas, regra inteira. Pesquisa: Sebastião Nunes Batista. Gravação: Realizada no estúdio do Museu da Imagem e do Som/RJ, nos dias: 30/5/75, (O Homem do Arroz e o Poder de Jesus) e 10/6/75 (O Marco Brasileiro) Técnico de Som: Aloysio de Alencar Pinto e José Monteverde. Montagem: José Monteverde, Museu da Imagem e do Som/RJ. Supervisão: Prof. Aloysio de Alencar Pinto. Produção: Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro. Diretor-Executivo: Bráulio do Nascimento. Rua do Catete nº 179 — Rio de Janeiro/RJ. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA DEPARTAMENTO DE ASSUNTOS CULTURAIS PROGRAMA DE AÇÀO CULTURAL CAMPANHA DE DEFESA DO FOLCLORE BRASILEIRO