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Carapinheira - Fado Soberano de Aldina da Boleta

António Manuel Aveiro

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Carapinheira - Fado Soberano de Aldina da Boleta

9 просмотров · 12 часов назад
António Manuel Aveiro
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Fado Soberano de Aldina da Boleta Refrão Rainha sem trono, Aldina a passar, Ninguém prende os passos de quem é do vento. Traz o fado no olhar, o mundo a curvar, E o tempo suspenso no seu movimento. I Na Boleta vive, cigana formosa, Filha de família que o povo honra e vê. Morena, esguia, de beleza gloriosa, Cresceu na Carapinheira a ser quem é. II Cabelos compridos, noite a descer, O vento nos fios aprende a dançar. Quem cruza o seu passo perde o saber Do caminho certo por onde voltar. Refrão Rainha sem trono, Aldina a passar, Ninguém prende os passos de quem é do vento. Traz o fado no olhar, o mundo a curvar, E o tempo suspenso no seu movimento. III Carrega na voz memórias antigas, Segredos guardados no sangue e no chão. E quando a guitarra lhe toca as feridas, Até a saudade perde a razão. IV Dizem que nunca pertenceu a ninguém, Que ardeu nesta vida sem nunca se dar. Tem força de estrela que o céu sustém, E um templo na alma difícil de entrar. Refrão Rainha sem trono, Aldina a passar, Ninguém prende os passos de quem é do vento. Traz o fado no olhar, o mundo a curvar, E o tempo suspenso no seu movimento. V Quando a guitarra soluça na sombra, Aldina pára — luz de madrugada. A sua presença o silêncio assombra, E o fado que canta é vida rasgada. VI Na Boleta é mito, é chama, é verdade, Beldade infinita que não sabe ocultar. O povo que a vê, com respeito e saudade, Sabe que nasceu rainha sem ficar. Refrão Grande (Encerramento) Rainha sem trono, Aldina a passar, Ninguém prende os passos de quem é do vento. Traz o fado no olhar, o mundo a curvar, E o tempo suspenso no seu movimento. Diva cigana, figura de luz, Quem a vê passar curva o coração. Aldina é o fado que a todos seduz, Rainha vadia que não pede perdão! António Manuel Aveiro