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2º TURNO PRESIDENCIAL INCERTO: 6 DE 10 PESQUISAS APONTAM EMPATE TÉCNICO; LULA LIDERA EM APENAS UMA

Arquimedes de Castro

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2º TURNO PRESIDENCIAL INCERTO: 6 DE 10 PESQUISAS APONTAM EMPATE TÉCNICO; LULA LIDERA EM APENAS UMA

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Arquimedes de Castro
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As dez pesquisas nacionais divulgadas de 8 a 13 de outubro revelam diferentes estimativas para o confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro. Pelo critério jornalístico usual de sobreposição dos intervalos individuais associados às margens de erro, seis levantamentos são classificados como empate técnico. Em nove, Flávio aparece numericamente à frente; na Vox Brasil, Lula registra a única vantagem numérica. Nenhuma dessas classificações, isoladamente, determina o resultado de 25 de outubro. A referência são as urnas de 4 de outubro: Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%; os demais candidatos somaram 7,81%. Esse resultado não pode ser transposto automaticamente para o segundo turno, pois os votos dos demais candidatos precisam ser considerados, além de possíveis mudanças de comparecimento e de preferência. Nas intenções nominais estimuladas, o Datafolha apresentou 49% para Flávio e 45% para Lula; o PoderData/Aya, em 8 de outubro, 49% a 44%; a Vox Brasil, 42,7% a 44,2%; e a AtlasIntel, 51,1% a 45,7%. Na sequência, o Ipespe registrou 49% a 44%; a DataTrends, 50% a 44%; a BTG/Nexus, 48% a 45%; a Gerp, 53% a 44%; o novo PoderData/Aya, 48% a 46%; e a Futura/100% Cidades, 50% a 46,6%. Calculada sem ponderação, a mediana das dez pesquisas é de 49,0% para Flávio e 44,6% para Lula nos votos nominais estimulados. Trata-se de síntese estatística das medições, não de previsão de votos válidos. A soma das duas medianas é inferior a 100% porque os levantamentos incluem brancos, nulos e indecisos. A comparação exige atenção às metodologias. A Vox Brasil fez entrevistas presenciais domiciliares; o Datafolha ouviu eleitores presencialmente em pontos de fluxo; o PoderData adotou entrevistas telefônicas automatizadas; a AtlasIntel utilizou recrutamento digital; e outros institutos aplicaram diferentes formatos telefônicos. A Atlas também iniciou a coleta antes do primeiro turno. Essas características impedem tratar todos os percentuais como uma única pesquisa homogênea. Há ainda diferenças no eleitorado sem candidato declarado: a Vox Brasil registrou 9,7% de respostas sem opinião na pergunta de voto, proporção superior à divulgada pelo Datafolha. Rejeição elevada aos dois finalistas e contrastes de gênero, renda, religião e região, identificados em diferentes estudos, compõem um quadro de polarização e diversidade de comportamento eleitoral. Os recortes não devem ser comparados sem suas margens específicas. Entre as pesquisas de um mesmo instituto, o PoderData/Aya passou de 53% a 47% para 51% a 49% nos votos válidos, entre 8 e 13 de outubro. A variação é uma observação entre rodadas, não uma demonstração conclusiva de mudança de voto. A Futura e a BTG/Nexus também foram descritas como empates técnicos; já Gerp, AtlasIntel, DataTrends e a primeira rodada PoderData exibiram diferenças mais amplas segundo os números publicados. REGISTROS NO TSE — Datafolha: BR-02949/2026; PoderData/Aya (8/10): BR-08134/2026; Vox Brasil: BR-09623/2026; AtlasIntel: BR-03663/2026; Ipespe: BR-00933/2026; DataTrends: BR-03576/2026; BTG/Nexus: BR-07997/2026; Gerp: BR-07877/2026; PoderData/Aya (13/10): BR-01209/2026; Futura/100% Cidades: BR-00650/2026. O quadro até 13 de outubro mostra por que intenção de voto, empate técnico e votação oficial devem ser apresentados separadamente. Pesquisas são retratos de opinião produzidos por métodos distintos, sujeitos à incerteza. Só a apuração do segundo turno estabelecerá a distribuição final dos votos. #Eleições2026 #SegundoTurno2026 #PesquisaEleitoral #Lula #FlávioBolsonaro #EmpateTécnico #AnáliseEleitoral #PesquisasPresidenciais #JornalismoDeDados #ArquimedesDeCastro