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Moradias Ferroviárias: arquitetura, trabalho e patrimônio | Eduardo Bacani Ribeiro

Novos Rumos

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Moradias Ferroviárias: arquitetura, trabalho e patrimônio | Eduardo Bacani Ribeiro

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As casas dos ferroviários não eram apenas moradia: eram parte da infraestrutura da ferrovia. Estar perto dos trilhos significava estar disponível — para o turno, para a emergência, para a vigilância do sistema. Nesta palestra, o arquiteto e urbanista Eduardo Bacani Ribeiro mostra como a arquitetura dessas casas revela hierarquias de trabalho, modos de vida e uma camada do patrimônio ferroviário que quase sempre passa despercebida. Registro da palestra realizada em 8 de setembro de 2026, na Sala Novos Rumos do Museu Ferroviário de São José do Rio Preto. O QUE É DISCUTIDO Moradia como infraestrutura — funções no sistema ferroviário; a proximidade entre casa, trabalho, operação, vigilância e disponibilidade Trabalhadores e hierarquias — quem ocupava essas casas; perfis profissionais, distinções de cargo e modos de vida ferroviários Arquitetura e construção — implantação nos complexos; tipos isolados, geminados e em fita; programas, materiais, estilos e técnicas Patrimônio e preservação — usos atuais, transformações e caminhos para reconhecer as moradias na leitura integrada do patrimônio ferroviário SOBRE O PALESTRANTE Eduardo Bacani Ribeiro é arquiteto e urbanista, doutor pela FAU-USP, com estágio de doutoramento na Sapienza (Roma). É pós-doutorando no IAU-USP, com bolsa Fapesp, e pesquisa a formação urbana ligada à expansão ferroviária no interior paulista. SOBRE A SALA NOVOS RUMOS A Sala Novos Rumos é o espaço de múltiplo uso do Museu Ferroviário de São José do Rio Preto, dedicado a oficinas, cinema, rodas de conversa e encontros sobre memória e patrimônio ferroviário. A programação é gratuita e aberta ao público. 📍 Museu Ferroviário — Praça Paul Harris, 60, Centro, São José do Rio Preto/SP FICHA TÉCNICA Realização: ‪@cristianadefreitas‬Patrocínio: ​ ⁨‪@Rumolog‬ /‪@InstitutoRumo‬ Apoios institucionais: ‪@Iphangovbr‬ · ‪@prefriopreto‬ · Museu Ferroviário de São José do Rio Preto Projeto realizado com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura — PRONAC 249987 ‪@ministeriodacultura‬ · ‪@GovernoDoBrasil‬ — Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro Imagem de referência: casas de trabalhadores ferroviários em Bebedouro, s.d. — Arquivo Público do Estado de São Paulo. #PatrimônioFerroviário #MuseuFerroviário #SãoJosédoRioPreto #Arquitetura #Urbanismo #MemóriaFerroviária #LeiRouanet #PatrimônioCultural 00:00 Abertura e boas-vindas 01:09 Quem é Eduardo Bacani Ribeiro e o recorte da pesquisa 03:18 Ampliar o olhar: o patrimônio ferroviário que fica de fora 05:57 Habitar para operar: as peças do complexo ferroviário 07:42 A casa vem antes dos trilhos 09:56 Quantas casas as companhias construíram 11:08 Por que a ferrovia dava casa: disponibilidade e controle 13:14 Quem morava nessas casas: cargos e hierarquias 15:23 "Família ferroviária": escolas de aprendizes, futebol e vilas 18:06 Ler a arquitetura: isoladas, geminadas, em fita e alojamentos 20:32 Segregação no espaço: a vila dos engenheiros e Paranapiacaba 22:08 As plantas de 1907 e 1909: a turma e o feitor 25:12 Sem banheiro, com quintal: Cosmorama em 1947 27:24 Patrimônio habitado: da FEPASA ao espólio fragmentado 29:52 O que não era casa virou moradia 32:09 Conservação situada: o que se recupera e o que fica de fora 35:14 Considerações finais: que memória ferroviária estamos construindo? 36:40 Perguntas do público: a ferrovia e a formação das cidades 41:01 Regularização fundiária e reuso das vilas ferroviárias 47:25 Diferenças sociais na arquitetura e habitação de interesse social 50:44 Seu João, ferroviário: memória viva da ferrovia 52:22 Encerramento Duração total: 53min38s.