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Por que a internet tornou o linchamento mais rápido do que a própria Justiça

Hora Boa Podcast

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Por que a internet tornou o linchamento mais rápido do que a própria Justiça

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🔹 Patrocínio: Insider – https://creators.insiderstore.com.br/... 🔹 Combo de cursos do Alberto (Aprenda Hipnose do zero + o Auto-Hipnose Científica por apenas R$ 597): https://pay.hotmart.com/T102804477H 🔹 Curso de podcast por R$ 247 com nosso editor Gabriel Tuller e Leo Lopes da Radiofobia! https://cursodepodcast.com.br Por que é mais fácil provar que alguém cometeu um crime do que provar que alguém não cometeu? Nesse episódio do Hora Boa, Alberto e João recebem de volta o professor Túlio Vianna — doutor em Bolonha, professor da UFMG e advogado criminalista — pra falar sobre um problema que o brasileiro adora ignorar: o Judiciário também erra, e erra muito. A gente reclama da saúde pública, reclama da educação pública, mas trata toda condenação como se fosse infalível. Não é. A conversa passa pela mecânica real de como um inocente é condenado: reconhecimento fotográfico duvidoso, memória que não é uma fita de vídeo (é um quebra-cabeça remontado toda vez que você lembra), e um sistema que, na dúvida, deveria sempre absolver — mas na prática pune pra agradar a opinião pública. Túlio conta o caso real de uma mulher que reconheceu, com certeza absoluta, o rosto do homem que a estuprou. Anos depois, o DNA provou que era outra pessoa — o verdadeiro rosto que ela reconhecera era o do bilheteiro que vendia sua passagem de metrô todo dia. Mas o papo vai muito além disso. Túlio também conta, em primeira mão, um caso que ele mesmo advogou: duas mães foram presas porque as próprias filhas adotivas — querendo se livrar delas — inventaram uma denúncia de trabalho forçado e tortura. E revela um detalhe que ninguém espera: em algum fórum do Brasil, agora mesmo, um aluno de estágio de faculdade pode estar decidindo sozinho se alguém vai ou não pra cadeia. A conversa passa por: → por que "quem não deve, não teme" é a frase mais perigosa do senso comum jurídico → discricionariedade x arbitrariedade do juiz — e por que os tribunais superiores raramente corrigem isso → reconhecimento fotográfico, viés racial e memória falsa → o caso real da vítima que reconheceu o bilheteiro do metrô como seu estuprador → o caso Escola Base e como uma prisão de ventre virou acusação de abuso sexual coletivo → alienação parental, laudo psicológico induzido e o "telefone sem fio" dentro da sala de audiência → o caso das duas mães presas por uma acusação forjada pelas próprias filhas adotivas → por que a revisão criminal é quase impossível depois que a condenação transita em julgado → "Exposed" nas redes sociais e o linchamento sem direito de defesa No fim, a pergunta que fica: numa sociedade que já não confia na saúde nem na educação públicas, por que confiamos tanto assim na Justiça? Entre citação de jurista marxista, caso real emocionante e um estagiário decidindo prisão preventiva sozinho, esse talvez seja o episódio mais desconfortável que você vai assistir esse mês. 📌 Seja membro do canal e ajude o Hora Boa a continuar existindo. 📌 Comente aqui: você confia no Judiciário brasileiro tanto quanto confia na saúde e na educação pública? 📌 E a pergunta que fica: você saberia provar que não fez algo que nunca aconteceu? Busque conhecimento. \#horaboa #podcast #direitopenal #tuliovianna #erro judiciário #presunçãodeinocência #albertodellisola #joaocarvalho