Ele deixou o Irã para fugir da perseguição por ser gay: “Finalmente me senti livre”
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Quando o iraniano Navid Manafi Rasi decidiu abandonar seu país, não estava em busca de uma vida de luxo, de um emprego melhor ou de oportunidades financeiras. Sua fuga tinha um único objetivo: sobreviver.
Homem gay em um dos países mais rigorosos do mundo em relação à homossexualidade, Navid viveu durante anos sob o peso da perseguição, do medo e da possibilidade permanente de punições impostas pelo regime iraniano. A única alternativa foi deixar para trás família, amigos e toda a vida construída para buscar proteção em outro continente.
Ao chegar ao Brasil, em dezembro de 2019, aos 29 anos, encontrou aquilo que lhe havia sido negado desde o nascimento: o direito de existir sem esconder quem era.
Seu relato descreve o momento em que, abalado emocionalmente, pediu refúgio às autoridades brasileiras. Para ele, aquele instante marcou o início de uma nova vida, distante da violência institucional que enfrentava em seu país.
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