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O tesouro dos jesuítas no Morro do Castelo existiu?

A Casa do Breu

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O tesouro dos jesuítas no Morro do Castelo existiu?

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Em abril de 1905, uma picareta abriu uma galeria no Morro do Castelo, no centro do Rio de Janeiro, e a cidade inteira achou que tinham encontrado o tesouro dos jesuítas. Mais de um século depois, a pergunta continua: o ouro existiu? Este vídeo conta a história real da lenda, pelo que ficou no papel: as cartas do governador que prendeu os jesuítas em 1759, os jornais de 1905 e o trabalho do historiador Carlos Kessel nos arquivos do Rio. O vídeo não afirma que o tesouro existiu. Mostra o que é documento (o que a Coroa achou em 1759, a galeria de 1905, o relato de 1911, o arrasamento do morro em 1920-22), o que é ficção (um folhetim em capítulos, apresentado como velho manuscrito, no mesmo jornal e no mesmo mês) e o que ninguém provou. A conta de ouro que aparece num cartão, 41 toneladas de ouro em pó e mais de 67 toneladas com moedas e a imagem de Santo Inácio, é a conta de Kessel sobre o que diria uma ata atribuída aos jesuítas, cuja autenticidade nunca foi comprovada. Segundo Kessel, não se deu notícia de galeria nova nem de tesouro durante a demolição; é a única fonte que lemos para isso, e ausência de notícia não é prova. A decisão de arrasar o morro é de um decreto de 17/08/1920 (Aventuras na História e Paixão, ANPUH 2005; o decreto em si não foi aberto), e foram desalojados mais de 4 mil moradores (4.200 em 408 prédios, segundo a Aventuras na História). Entre os defensores do morro estavam Lima Barreto e Monteiro Lobato; "panamá", na época, queria dizer negociata (Dicio e Priberam). As fotos de pessoas são de acervo e não identificam ninguém: o homem sentado na Ladeira do Castelo (9:30) não é Lima Barreto. Capítulos: 0:00 26 de abril de 1905: a galeria atrás da pedra 0:24 O que o vídeo vai separar 0:49 O colégio dos jesuítas no morro 1:16 A expulsão de 1759 1:37 O dinheiro que não estava lá 1:58 A carta do governador 2:16 O que se achou e o que o povo dizia 2:43 150 anos de escavações 3:17 Dinamite e um buraco na praça 3:43 Machado de Assis e o Santo Inácio de ouro 4:03 Abril de 1905: o buraco do operário 4:25 O ministro na galeria 4:47 O presidente desce e o boato das arcas 5:06 O senhor Coelho e o folhetim 5:32 Reencarnação, espiritismo e um manuscrito italiano 6:03 O que é história e o que é invenção 6:29 Quem era o senhor Coelho 6:52 O que a obra achou de verdade 7:22 A ata dos jesuítas e a conta de Kessel 7:51 Uma ata que ninguém garante 8:13 1911: a descida pela cisterna 8:39 O mapa que bate com os túneis 9:06 1920: o decreto do arrasamento 9:30 Lima Barreto, Lobato e o panamá 9:52 Os moradores e o aterro 10:10 Nem sombra de ouro 10:24 Três respostas, nenhuma provada 10:56 E você? Fontes na descrição Fontes (09 e 11/10/2026): Carlos Kessel, Os tesouros do morro do Castelo (Revista de História Regional, UEPG, v. 2, n. 2): https://revistas.uepg.br/index.php/rh... O Subterrâneo do Morro do Castelo, folhetim publicado no Correio da Manhã em 1905 (atribuído a Lima Barreto): https://biblioteca.torres.rs.gov.br/w... Sebastião Lindoberg da Silva Campos, Morro do Castelo, uma ferida narcísica (Abralic, 2017): https://abralic.org.br/anais/arquivos... Aventuras na História, O morro que o Rio apagou: https://aventurasnahistoria.com.br/no... Cláudia Míriam Quelhas Paixão, anais da ANPUH, 2005: https://anpuh.org.br/uploads/anais-si... Wikipédia, Morro do Castelo: https://pt.wikipedia.org/wiki/Morro_d... Wikipédia, Jean-François Duclerc: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Fr... Dicio, panamá: https://www.dicio.com.br/panama/ Priberam, panamá: https://dicionario.priberam.org/panam... Imagens: ilustrações geradas por IA (marcadas "Ilustração" na tela), que mostram lugares, objetos e, no máximo, figuras pequenas ou de costas, sem rosto, e não reproduzem a aparência de ninguém; cartões de texto com citações e números; e fotos de domínio público do Wikimedia Commons, sem nome de pessoa na legenda: Augusto Malta, Torres, Guilherme Santos e outros fotógrafos do acervo do Instituto Moreira Salles (IMS), Companhia Photographica Brazileira (IMS, data não informada), Arquivo Nacional e um estudo de Victor Meirelles (1885). Algumas fotos são de data próxima, não do dia exato do fato, e o crédito na tela diz a data de cada uma. Narração com voz sintética e som ambiente sintetizado. Conteúdo com imagens geradas por IA. E você? Acha que o ouro dos jesuítas existiu e saiu do Rio antes de 1759, ou que nunca passou de lenda? Conta nos comentários. #morrodocastelo #historiareal #riodejaneiro