Deputadas mantêm equipe específica para comunicação nas redes digitais - 29/10/26 #MulheresdePalavra
Câmara dos Deputados
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O processo eleitoral de 2026 foi concluído e agora as eleitas e os eleitos preparam suas equipes para iniciar os mandatos em 2027. Nas Casas Legislativas, a posse dos representantes acontece em 1º de fevereiro. Para a Câmara dos Deputados foram eleitas 109 mulheres com um percentual de 41,2% de novatas. Isso significa que 45 parlamentares da bancada feminina nunca exerceram cargo antes.
Na semana passada, o programa falou sobre estratégias e critérios para a montagem dos gabinetes parlamentares. Hoje, o tema é a assessoria de comunicação das deputadas. A jornalista Cristiane Bernardes, coordenadora do Observatório da Mulher na Política, lembra que as campanhas eleitorais hoje estão cada vez mais sendo feitas em ambientes digitais. “Mas durante os mandatos, entre uma eleição e outra, é direito do cidadão que elegeu aqueles representantes saber efetivamente o que acontece, quais são as ações, as opiniões e as posturas daquele representante eleito”, diz.
Cristiane lembra que, um século atrás, os debates no legislativos eram reproduzidos por jornais impressos. “Essa realidade não se modificou com a entrada do rádio e da televisão. A partir da década de 80, houve a criação de estruturas de comunicação das próprias casas legislativas, no mundo todo”.
Segundo ela, veículos como a Rádio Câmara, a TV Câmara “trazem visibilidade e transparência do trabalho parlamentar. Mas não faz sentido a gente pensar que os atores políticos não têm necessidade de pensar em estratégias para efetivamente se comunicar com seus eleitores”. “Por onde ele vai conseguir esse contato? Por onde ele vai se comunicar? Obviamente pelas mídias e principalmente agora pelas mídias digitais”, conclui.
Para Malena Raimben Sattler, professora do mestrado profissional em Poder Legislativo da Câmara dos Deputados, “o desenvolvimento das assessorias parlamentares vem de um amadurecimento da comunicação”. “Antes eu tinha veículos privados. Mas eles não cobrem tudo o que a gente faz, como é que a gente faz para mostrar? Ah, então eu vou criar os veículos institucionais. Mas esses dois campos não foram suficientes para expressar os mandatos em si. Porque não adianta eu ter um bom mandato se eu não consigo fazer com que as pessoas entendam o que estou fazendo”, explica.
Malena afirma que “desde que o mundo é mundo, a comunicação afeta. Desde o momento que alguém desenhou numa caverna, ele comunicou algo para alguém, deu uma informação importante. Então hoje o que é de diferente é que eu tenho vários tipos de veículos e que eu tenho que aprender a me expressar em todos eles. Não adianta eu usar a linguagem de um para o outro. Então eu começo a ter que procurar uma equipe especializada para isso”.
Malena lembra que, apesar de continuar investindo nos veículos tradicionais, “hoje você tem que fazer um jogo mais equilibrado, precisa de profissionais que entendam essa expressão”. “Ele preciso de um coordenador de comunicação que esteja inteirado do projeto dessa parlamentar, que entenda o que ela quer. Não é fazer dancinha na internet. É mostrar um propósito”.
A professora destaca a importância do engajamento, com as novas mídias. “Mas uma comunicação de mandato tem que ser mais do que isso. Então, eu tenho que ter uma estrutura em que não só eu presto contas, além de mostrar o que eu gosto, o que eu creio, o que eu não creio, o que eu estou lutando, eu tenho que mostrar as minhas propostas. E se realmente quero ter uma comunicação participativa, diminuir a distância entre Parlamento e sociedade, tenho que chamar essas pessoas a participar”, afirma. Ela lembra que os chamados “haters” estão mais presentes nos mandatos femininos.
Cristiane Bernardes diz que as parlamentares investem nesta comunicação de diferentes maneiras, de acordo com os perfis delas. “Temos parlamentares que vão investir mais em mídias tradicionais, que são parlamentares com mais capital político e mais mandatos, que já ocuparam cargos institucionais, que têm uma presença midiática já naturalmente maior. Temos as parlamentares novas, algumas delas nunca exerceram nenhum tipo de mandato”.
Veja mais: https://www.camara.leg.br/radio/384-m...
Apresentação - Ana Raquel Macedo
*Thumbnail (capa/miniatura) gerada por Inteligência Artificial (IA)
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