“ELE LAMBIA O RETROVISOR DO CARRO NO ESCURO” – “EU DEI UMA FOIÇADA NO BICHO DO CURRAL”
Vampiro do Cangaço и Viajante das Sombras
0:00 / 0:00
“ELE LAMBIA O RETROVISOR DO CARRO NO ESCURO” – “EU DEI UMA FOIÇADA NO BICHO DO CURRAL”
451 просмотр · 3 дня назад
Vampiro do Cangaço и Viajante das Sombras
451 просмотр · 3 дня назад
O sertão antigo guarda segredos que nenhuma estrada de asfalto consegue soterrar. Neste compilado especial, reunimos dois relatos pesados e reais da tradição oral nordestina, longe de qualquer clichê de cinema: a crueldade da carne que seca, dos pactos de sangue e das criaturas que rondavam as fazendas nas madrugadas abafadas de 1982 e 1988.
No primeiro relato, ambientado na abertura da estrada nova do Raso da Catarina em 1982, um vigia noturno tranca-se dentro de uma caminhonete Chevrolet D20 após semanas de estragos misteriosos na lataria. Às três da manhã, ele descobre o que lambia o retrovisor e arranhava o ferro no escuro. No segundo relato, de 1988, um vaqueiro de Serrita (PE) arma uma tocaia de foice no jirau do curral de pedra para caçar a besta que estripava as novilhas do patrão — e descobre no dia seguinte quem amanheceu cortado na cama.