Como o Mossad Caçou o Mentor de Munique que Sobreviveu a 6 Tiros
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Varsóvia, 1º de agosto de 1981. Em um café do luxuoso hotel Victoria, um homem se aproxima de uma mesa, saca uma pistola e dispara seis vezes. O alvo sobrevive. O atirador desaparece.
O homem ferido viajava com um passaporte iraquiano em nome de Tarik Shakir Mahdi. Mas esse não era seu nome verdadeiro. Ele era Abu Daoud, ou Mohammed Oudeh, um dos responsáveis pelo planejamento do ataque à delegação israelense nas Olimpíadas de Munique, em 1972.
Depois de Munique, Israel iniciou uma campanha secreta contra pessoas ligadas ao atentado. Por isso, quando Abu Daoud foi baleado na Polônia, muitos suspeitaram imediatamente do Mossad. Mas os arquivos da polícia polonesa, um relatório da polícia secreta romena e os depoimentos do próprio sobrevivente levantam outra possibilidade: a participação do grupo palestino dissidente de Abu Nidal.
Neste documentário, voltamos à mesa do café Opera, aos seis disparos e à investigação que encontrou passaportes falsos, testemunhos contraditórios, pistas abandonadas e suspeitos que deixaram a Polônia. Também mostramos por que Abu Daoud mudou sua versão sobre quem tentou matá-lo e o que os documentos permitem afirmar mais de quatro décadas depois.
Uma coisa é certa: o Mossad perseguiu responsáveis por Munique. Outra, muito diferente, é afirmar que seus agentes dispararam em Varsóvia. Até hoje, a autoria daquele ataque não foi estabelecida de forma conclusiva.
Quem estava por trás dos tiros: o Mossad, o grupo de Abu Nidal ou alguém que jamais apareceu nos arquivos? Conte nos comentários qual versão parece mais convincente e por quê.
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Fontes discutidas no vídeo incluem registros da investigação polonesa estudados pelo historiador Przemysław Gasztold-Seń, um relatório da Securitate romena preservado pelo Wilson Center e relatos e entrevistas de Abu Daoud. As reconstituições visuais produzidas com inteligência artificial são ilustrações, não fotografias documentais dos acontecimentos.
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