ESTOU NO TOPO | ANIRIMAS
AniRimas
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ESTOU NO TOPO | ANIRIMAS
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AniRimas
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Saí do vazio sem rumo, sem plano, sem mano, sem nada pra me segurar
No balanço quebrado da vida eu aprendi que ninguém ia me resgatar
Engoli cada queda calado, cada falha virando pressão acumulada
Transformei cada trauma em lâmina interna cortando minha própria jornada
Carreguei no frio um peso que não era meu, mas jurei proteger até o fim
Enquanto o fogo crescia no peito eu lutava pra não apagar o que restava em mim
Vi muralha ruir, vi o mundo cair, vi o medo crescer na visão
E entendi que o monstro que a gente combate também nasce no coração
Troquei humanidade por força, perdi identidade na busca por poder
Entre dois mundos eu fiquei dividido, sobreviver também é se perder
Olhos marcados, passado gravado, sede de resposta que nunca chegou
Caminho sozinho na sombra da dor tentando esquecer tudo que me quebrou
Usei uma máscara pra esconder minha culpa, criei um lugar que não existiu
Mas toda mentira que eu contei pra mim foi a verdade que mais me feriu
Sem talento, sem dom, só repetição até o corpo ceder na pressão
Enquanto prodígios já nascem prontos, eu virei aço na frustração
Sem energia especial, sem destino escrito, só grito rasgando o pulmão
Provando que quem não nasceu com nada pode virar exceção
Vi um rei permanecer de pé mesmo morto, sem nunca implorar por perdão
Aprendi que morrer lutando de frente vale mais que viver sem missão
Vi alguém sorrindo no meio do caos, encarando o impossível sem recuar
E entendi que ser forte de verdade é continuar quando tudo quer parar
Vi um salvador virar ameaça, carregando sozinho o peso do mundo
Porque às vezes quem tenta proteger é quem mais afunda no fundo
Vi irmãos quebrados por dor e vingança, destinos opostos, laços no chão
E percebi que nem todo vínculo resiste quando a dor vira direção
Eu subi, mas não sei se venci
Eu lutei, mas não sei quem perdi
Se o topo era tudo que eu quis
Por que eu não sinto mais nada aqui?
Eu tô no topo, mas tô vazio!
Ninguém viu quando eu caí no frio!
Cada passo me afastou de mim
E o que eu era morreu assim!
No topo, o silêncio grita!
A verdade nunca é bonita!
Se eu sorrir, não confia
É só mais uma mentira!
Cada passo pra cima cobrou uma parte que nunca mais volta pra mim
Cada vitória esconde uma perda que eu simplesmente aceitei no fim
Troquei conexão por foco extremo, sentimento por execução fria
E quanto mais eu subi nessa vida, mais eu perdi quem eu seria
Não é sobre fama, nem sobre aplauso, nem sobre quem lembra seu nome
É sobre resistir à pressão quando o mundo te quebra e te consome
Porque no topo não tem ninguém, só eco das coisas que você perdeu
E cada conquista que você levanta lembra tudo que você destruiu
Subi rápido demais, alto demais, longe demais de quem eu fui
E quando eu olhei pra trás, não reconhecia nada do que construí
A dor virou rotina, o caos virou padrão, o medo virou combustível
E tudo que antes era humano em mim virou algo invisível
Se você nunca caiu no fundo do poço, não fala de força comigo
Porque quem sobrevive no caos vira arma, e eu virei meu próprio perigo
Eu não sou herói, não sou vilão, sou o resultado da queda
Quando o sistema falha, o erro evolui e vira regra
No topo não tem espaço pra fraqueza, nem tempo pra hesitar
Porque quem demora um segundo é o primeiro a desabar
Eles querem o topo
Mas não querem cair
Querem o poder
Mas não querem sentir
Eu aguentei
O que ninguém suportou
E virei
Tudo que me destruiu
Eu tô no topo, mas não sou igual!
Eu me perdi pra ser imortal!
Se eu cair, eu volto pior
Porque eu nasci pra ser o maior!
No topo, eu fiquei sozinho!
Mas foi assim que eu fiz meu caminho!
Se o mundo cair eu vou rir
Porque eu aprendi a não sentir!
No topo
Não tem vitória
Só o preço
De tudo que você teve que deixar
Pra construir sua história