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Pesquisas biomédicas com ayahuasca

Ciência Psicodélica

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Pesquisas biomédicas com ayahuasca

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Ciência Psicodélica
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Depois de décadas, os estudos com substâncias psicodélicas vem ressurgindo com cada vez mais relevância dentro dos laboratórios. Entre essas substâncias, está a ayahuasca, bebida utilizada há milênios pelos povos indígenas da Amazônia, e que tem despertado o interesse da ciência ocidental por oferecer a possibilidade de cura para males como a depressão. Diferente da grande maioria dos países, no Brasil, o uso religioso da ayahuasca é amparado pela lei, e as pesquisas científicas relacionadas ao seus riscos e potenciais terapêuticos são estimuladas. Nesse contexto, importantes estudos sobre, por exemplo, os efeitos antidepressivos da ayahuasca foram realizados no Brasil. Por isso, o país vem ganhando destaque no que se convencionou chamar de Renascimento Psicodélico. Na terceira edição dos Encontros Psicodélicos, a engenheira e pesquisadora Fernanda Palhano-Fontes (primeira autora de um artigo pioneiro sobre tratamento de depressão resistente com ayahuasca) conversa com o cientista Dimitri Daldegan-Bueno, pesquisador de substâncias psicoativas. O encontro conta com apresentação do jornalista Nathan Fernandes e mediação do psicofarmacologista Lucas Maia. Os “Encontros Psicodélicos: Conversas interdisciplinares sobre ayahuasca e outros psicoativos” são uma colaboração entre o portal Ciência Psicodélica, o projeto Healing Encounters (CNRS, França) e o Grupo de Pesquisa ICARO (Cooperação Interdisciplinar para Pesquisa e Divulgação da Ayahuasca - UNICAMP), com apoio do Instituto Chacruna. Quarta-feira, 2 de junho de 2021 Das 19h às 21h Transmissão aberta no canal de YouTube do Ciência Psicodélica. Mais informações em: https://www.cienciapsicodelica.com.br... --- PARTICIPANTES Fernanda Palhano-Fontes é engenheira eletricista com duplo diploma: um da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e outro da École National Supérieure d'Electrotechnique, d'Electronique, d'Informatique, ENSEEIHT, Toulouse/França. Possui mestrado e doutorado em Neurociências pelo Instituto do Cérebro da UFRN. No mestrado, utilizou imagem por ressonância magnética funcional para avaliar os efeitos agudos da ayahuasca em voluntários saudáveis. No doutorado, avaliou o efeito antidepressivo da ayahuasca em pacientes com depressão resistente ao tratamento. Desde 2017, é engenheira de pesquisa no Instituto do Cérebro, onde desenvolve pesquisas envolvendo neuroimagem, psicodélicos e transtornos mentais. Dimitri Daldegan-Bueno é psicólogo com mestrado em Ciências pelo Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Estuda substâncias psicoativas, em especial ayahuasca e cannabis. Em seu mestrado, estudou os efeitos comportamentais e neurobiológicos da ayahuasca utilizando um modelo animal. Dentre outros trabalhos, participa de um estudo epidemiológico sobre o potencial terapêutico da ayahuasca para o tratamento do tabagismo. É membro da Cooperação Interdisciplinar para Pesquisa e Divulgação da Ayahuasca (ICARO), da UNICAMP, e é co-fundador do site Ciência Psicodélica. Atualmente é pesquisador associado na Universidade de Auckland, Nova Zelândia. Lucas Maia é biólogo, com mestrado (UNIFESP) e doutorado (UNICAMP) em Ciências, nas áreas de psicofarmacologia e saúde mental. Pesquisa efeitos terapêuticos de plantas e substâncias psicoativas. Autor de artigos científicos, capítulos de livros e artigos de divulgação científica sobre psicodélicos, saúde mental e políticas sobre drogas. É membro da Cooperação Interdisciplinar para Pesquisa e Divulgação da Ayahuasca (ICARO), da UNICAMP, e é co-fundador e coordenador do site Ciência Psicodélica. Nathan Fernandes é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Escreve sobre ciência, política e psicodélicos. Foi repórter da Playboy e editor da Galileu, revista pela qual recebeu os prêmios Vladimir Herzog (em 2016 e 2018) e da UNESCO em parceria com a Aids Healthcare Foundation (2018). Criador do projeto PunkYoga, também publica reportagens em veículos como Yahoo!, UOL Tab, MIT Technology Review BR e The Intercept.