A saúde mental da mulher negra pobre periférica, segundo uma psicanalista que as atende
Canal Inconsciente Coletivo
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A saúde mental da mulher negra pobre periférica, segundo uma psicanalista que as atende
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"Será que estou ficando louca?" Quais são os conflitos e os sintomas que psicólogas e psicanalistas que atendem mulheres negras pobres periféricas relatam?
“A gente vai lidar com questões de autoestima, com questões de sentimento de inferioridade, de depressão, de ansiedade. Tem casos que isso vai se agravando e muitas vezes esses sofrimentos não são ouvidos até se tornarem transtornos alimentares, transtornos de sono, transtornos que vão para quadros de dissociações, de delírio, de surtos”
Mulheres ganham em média 45% menos que os homens; E mulheres brancas recebem 70% a mais que mulheres negras.
23% delas, estão no emprego doméstico. Já na população branca este percentual é de 6,1%.
As mulheres negras chefes de famílias com até um salário mínimo de rendimento são 60%.
Embora representem quase 28% da população brasileira, o número de mulheres negras que se tornaram prefeitas ou vereadoras não chega a 5%.
Negras também são a maior parcela entre as mulheres encarceradas e lideram o ranking de violência sexual e doméstica; 75% das mulheres assassinadas no primeiro semestre do ano passado no Brasil são negras.
Esta é a 2ª entrevista da série temática "É preciso falar sobre Saúde Mental", produzida pelo Inconsciente Coletivo (do Estadão) em parceria com a Fundação Tide Setubal.
Tema duro e necessário para tratarmos com a psicanalista Ana Carolina Barros Silva, mestre e doutora em psicologia pela USP e pela Université Paris VIII-Vincennes-Saint-Denis (França). E membro-fundadora da Roda Terapêutica Das Pretas e da Casa de Marias, duas interessantíssimas iniciativas que promovem atendimentos grupais e oficinas para mulheres negras nas diferentes zonas da cidade de São Paulo.
Blog Inconsciente Coletivo do Estadão
blog.inconscientecoletivo@gmail.com
Twitter: @IsaMarzolla
Face: inconsciente.coletivo.blog
Insta: @morriskachani
Entrevista por Morris Kachani
Produção e Edição por Isabella Marzolla