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Vozes indígenas no canto popular, com Magda Pucci e Tainara Takua

Escola de Música da UFMG

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Vozes indígenas no canto popular, com Magda Pucci e Tainara Takua

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IV Seminário de Canto Popular da UFMG/UNIRIO, de 29/11 a 02/12/2023, realizado pelo GECANTO - Grupo de Estudos do Canto Popular/UNIRIO e pelo GECP-BH - Grupo de Estudos do Canto Popular/UFMG. Coordenação da Profa. Dra. Clara Sandroni Moderação: Júlia Fialho MAGDA PUCCI Musicista, antropóloga, pesquisadora de músicas do mundo e das musicalidades indígenas, educadora musical e curadora de festivais e ações de formação. Formada em música pela USP, é mestre em antropologia pela PUC-SP e doutora em pesquisa artística pela Universidade de Leiden, na Holanda. É diretora musical, arranjadora, cantora e fundadora do Mawaca, grupo que recria canções de várias partes do mundo, interpretadas em mais de 20 línguas, buscando mostrar a diversidade sonora de grupos minoritários. É autora de seis livros relacionados a temas indígenas e educação musical e ministra oficinas e cursos de música. É coordenadora estadual da seção brasileira do FLADEM – Fórum Latino-Americano de Educação Musical. Tem desenvolvido projetos musicais em colaboração com comunidades indígenas como Kayapó, Guarani Kaiowá, Huni-Kuin, Paiter Surui, Waujá, Ikolen-Gavião e Fulni-ô, além de projetos sociais com crianças em ONGs e refugiados em São Paulo. Em 2019, ao lado da cantora indígena Djuena Tikuna, esteve em turnê por cidades do Norte e Nordeste pelo projeto Sonora Brasil, do SESC. TAINARA TAKUA é indígena da etnia Mbya Guarani. Transmite os cantos sagrados que aprendeu desde criança em sua aldeia, seguindo os ensinamentos de sua mãe Diatchuká e seus avós, os curandeiros Alcindo Wera Tupã e Rosa Poty Dja. Em agosto de 2020, participou do videoclipe da música ‘Paratodos’, de Chico Buarque, lançado exclusivamente no ambiente digital. A canção recebeu arranjo inédito de Carlinhos Antunes e Gabriel Levy para a Orquestra Sinfônica da USP e Coral USP. Ela também marcou presença no Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros e integrou o evento A Fome Não Espera, que reuniu artistas como Zeca Baleiro e lideranças indígenas como Ailton Krenak e Sônia Guajajara para arrecadar fundos de combate à fome de indígenas afetados pela crise sanitária provocada pela pandemia de Covid-19. JÚLIA FIALHO Cresceu no meio das rodas de samba e choro da cidade do Rio de Janeiro, lugares onde começou a cantar. Interessada pelos gêneros musicais brasileiros, buscou os mais diversos tipos de aulas de canto e aperfeiçoamento na área da voz. Gravou canções como a música Trovador, de Renato Fialho e Rogério Bicudo no CD Sambanovo, duas faixas no álbum Cada um Pega um Pouquinho, do grupo Tapioca Brasil: Meu Benzinho e Pé na Pedra. Participou também da gravação da trilha sonora da websérie Narrando Mulheres. É cientista social formada pela UFF, educadora musical formada pelo Conservatório Brasileiro de Música - Centro Universitário e especialista em pedagogia vocal pela FASM. Além do seu trabalho como cantora popular junto ao Júlia Fialho Quarteto, hoje, também atua como professora/regente da oficina de voz cantada na Faculdade de Enfermagem da UERJ, junto ao músico Raphael Sena.