Equipamentos radiológicos veterinários: CR x DR
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Equipamentos radiológicos veterinários: CR x DR
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A qualidade final da imagem radiográfica depende de vários fatores: dos equipamentos disponíveis, da escolha da técnica a ser utilizada, do posicionamento do paciente sob o feixe de raios-x e da forma de revelação ou transmissão da imagem adquirida.
Independentemente da forma escolhida para o processamento da imagem, é comum à qualquer modalidade, seja no uso de filmes convencionais, radiografia computadorizada (CR) ou digital (DR), a existência de uma fonte emissora de radiação X. Esta pode ser fixa, móvel ou portátil. Normalmente, a primeira é mais potente e trabalha com maior miliamperagem.
A miliamperagem é um dos fatores de técnica ajustado para a realização da exposição radiográfica e está relacionada ao contraste obtido.
Na aquisição de imagens por filmes radiográficos, uma película plástica, impregnada por sais de prata e acondicionada dentro de um cassete (chassi) é exposta à radiação. Faz-se necessário o uso de químicos para o processo de revelação e o resultado final é exposto e fixado neste filme radiográfico.
No sistema CR (Computed Radiography - Radiografia Computadorizada), há uma placa de imagem (IP), semelhantemente acondicionada em um cassete, que irá receber a radiação X emitida pela fonte. De forma simplista, este IP armazena informações que serão "lidas" por um escaner e interpretadas pelo sistema do computador. A imagem é demonstrada no monitor e pode ser trabalhada após sua aquisição (ajustes de contraste e brilho, por exemplo). O IP é submetido a uma “limpeza" e reutilizado para novas exposição.
No sistema DR (Digital Radiography - Radiografia Digital), uma série de elementos sensíveis à radiação compõem a placa de imagem a ser exposta. Não há filme ou IP, sendo dispensados o processo de revelação ou de escaneamento. Uma vez que a placa é sensibilizada pelos raios-X, as informações são transmitidas por cabo ou wireless ao computador, que imediatamente apresenta o resultado no monitor.
Filmes radiográficos convencionais são mais sensíveis à radiação do que as placas de imagem de equipamentos CR. As placas de equipamentos DR, por sua vez, são mais sensíveis à exposição radiográfica que estes outros dois tipos de captação.
Sendo assim, para a aquisição de boas imagens por uma placa CR, faz-se necessário o uso de maior miliamperagem, quando compara-se à captação por filme ou por equipamento DR, o que é obtido normalmente com emissores fixos. O uso de técnicas com maior miliamperagem, assim como da kilovoltagem, está associado principalmente ao porte do paciente. Técnicas com baixa miliamperagem, utilizando-se placas CR como forma de captação, tendem a produzir imagens granuladas, menos contrastadas ou ainda com menor nitidez (neste caso devido ao tempo de exposição, associado à miliamperagem em alguns equipamentos) quando o paciente a ser radiografado apresenta maior tamanho e/ou escore corporal.
Em resumo, o uso de equipamento CR com fonte de baixa miliamperagem pode, em casos específicos, gerar artefatos na imagem e consequentemente limitar a interpretação diagnóstica, principalmente quando trata-se de pacientes de grande porte ou da região a ser avaliada. No entanto, é importante que se esclareça que a combinação de fontes portáteis com equipamentos CR pode proporcionar a obtenção de excelentes imagens, desde que saiba-se adequar à técnica a ser utilizada às características do paciente a ser submetido ao exame radiográfico.
Portanto, faz-se necessário o conhecimento dos equipamentos disponíveis para que a escolha da configuração a ser adquirida e utilizada seja aquela que permita o melhor resultado final, atendendo às necessidades do serviço e principalmente beneficiando o paciente com o melhor resultado diagnóstico.
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