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Riram Quando o Duque Casou Com a Viúva Pobre — Mas ele procurava amor, não dinheiro

Vidas e Amores

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Riram Quando o Duque Casou Com a Viúva Pobre — Mas ele procurava amor, não dinheiro

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Londres, dezembro de 1863. Sílvia Machado é uma viúva de trinta e quatro anos que revisa provas numa oficina de Fleet Street, a Bell and Crown Press. Ela conhece as letras da casa pelo jeito de cada uma, e por isso reconhece uma mentira impressa antes de quase todo mundo. Naquela noite, o dono da oficina, César Mota, lhe entrega uma nota para assinar. Ela afirma que as minas do duque de Wexcombe estão arruinadas. Os balanços que Sílvia conferiu mostram o contrário. Recusar significa perder o último ofício que lhe restou. Ela se recusa e é demitida. Ao sair pela neblina, encontra à espera, debaixo de um lampião, o homem que a cidade chama de homem de gelo: André Rezende, o duque de Wexcombe, que vinha seguindo a mesma letra falsa por onze oficinas. Ele não quer salvar ninguém. Quer saber quem ganha com aquele boato. Entre mesas de café de cocheiros, recortes de jornal e tinta barata, nasce um acordo estranho. Ela impõe as condições, ele as aceita, e aprende a esperar a licença dela antes de tocar em qualquer prova. A investigação junta avisos sobre noivados desfeitos, dívidas e fortunas, todos marcados pelo mesmo "e" lascado. A cada pista, a conta de quem perdeu e de quem ganhou parece nunca fechar. Quanto mais Sílvia se aproxima da verdade, mais se pergunta o que está disposta a perder. Os meses passam, e Londres começa a comentar a união do duque com a viúva sem dote. Na escada de uma igreja, depois da cerimônia, um riso se espalha pela multidão, discreto no começo e cada vez mais alto. Quem mandara imprimir aquela mentira, e por que alguém precisava que Londres risse dela?