BRASIL DE ENCRUZILHADAS: RELIGIOSIDADES MÚLTIPLAS
Pensar Africanamente
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BRASIL DE ENCRUZILHADAS: RELIGIOSIDADES MÚLTIPLAS
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BRASIL DE ENCRUZILHADAS: RELIGIOSIDADES MÚLTIPLAS
Em um cenário de constantes transformações, as religiosidades revelam o Brasil como um espaço de encontros, tensões e possibilidades de diálogo.
No entanto, essa pluralidade convive com profundas desigualdades. Em um país onde 74% dos terreiros já sofreram algum tipo de ameaça ou destruição, as tradições de matriz africana seguem entre as principais vítimas da violência, do racismo e da negação de direitos, atingindo lideranças, territórios, patrimônios culturais, conhecimentos ancestrais e modos próprios de existir.
Mais do que episódios isolados, essas violações revelam a permanência do racismo e desafiam a construção de um país que reconheça plenamente sua diversidade cultural e civilizatória.
A coluna "Brasil de Encruzilhadas: Religiosidades Múltiplas" propõe uma reflexão sobre a diversidade de crenças, práticas espirituais e tradições que marcaram a formação histórica, cultural e social do Brasil, sem perder de vista os desafios colocados pela violência, pelo racismo e pela negação de direitos.
O encontro convida a pensar como construir uma convivência democrática fundada no respeito à diversidade, na liberdade de consciência, na laicidade do Estado e na proteção dos territórios, patrimônios e modos de vida historicamente vulnerabilizados.
Participam da conversa Elisa Larkin Nascimento, Mãe Flavia Pinto e Filipe Karim de Azevedo, reunindo diferentes perspectivas para refletir sobre os desafios e as possibilidades da convivência democrática em uma sociedade marcada pela pluralidade de crenças e tradições.
Participam
FILIPE KARIM DE AZEVEDO (Irmão Karim): Professor de História, escritor e um dos fundadores da Alhambra Editora. Dentro do Islam, religião que segue desde 2006, é um dos representantes da Tariqa Tijania no Brasil. Integra a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa desde 2021, e mais recentemente o Pacto Inter-religioso de Combate à Fome e a ONG Contém Amor - Amai-vos. Em parceria com muçulmanos negros dos Estados Unidos, se dedica também a divulgar a história e contribuição de africanos e Diáspora para a Civilização islâmica e a sociedade em geral.
MÃE FLAVIA PINTO: Socióloga, mestre em Ciência Política, escritora e matriarca da Casa do Perdão. Diretora do Núcleo de Povos Tradicionais e Práticas Ambientais da SMAC, atua há mais de duas décadas na promoção dos direitos humanos, da liberdade religiosa e das políticas públicas voltadas aos povos de terreiro. É fundadora do Museu Vivo Olga do Alaketu, integrante do Comitê Gestor do projeto Liberte Nosso Sagrado. É palestrante, podcaster e influenciadora digital, dedicando sua atuação ao fortalecimento dos povos tradicionais e ao combate ao racismo religioso.
ELISA LARKIN NASCIMENTO: Mestre em Direito e em Ciências Sociais pela Universidade do Estado de Nova York e doutora em Psicologia pela USP. É cofundadora e atual presidente do Instituto Abdias Nascimento de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (IPEAFRO), cuja missão é preservar, gerir, articular e difundir o acervo e o legado de Abdias Nascimento em múltiplas linguagens, para permanência de memória e resistência. Curadora de exposições e fóruns de educação com base nesse acervo, é autora e organizadora de vários livros, entre eles O Sortilégio da Cor, Adinkra: Sabedoria em símbolos africanos, Abdias Nascimento, A luta na política e os quatro volumes da coleção Sankofa.
SOLAMON QUIGLEY (Performance Artística): Cineasta e editor de vídeo, formado em Cinema pela Fredonia University (EUA). Atua no audiovisual desde 2015, com experiência em documentários, cobertura de eventos, trailers e produções para diferentes plataformas. Seu trabalho é marcado pela construção de narrativas que transformam imagens em histórias envolventes, capazes de gerar emoção, conexão e significado.
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