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Como uma empresa de ônibus virou a maior rede Toyota e BYD do Brasil

Bastidores do Poder

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Como uma empresa de ônibus virou a maior rede Toyota e BYD do Brasil

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A Águia Branca ficou conhecida pelo ônibus azul com a águia na lateral, mas a divisão de passageiros responde por cerca de 7% do faturamento do grupo. Mais de 70% vem de 114 concessionárias com nomes como Kurumá, Osaka, Kyoto e Vitória Motors na fachada. Segundo o presidente Kaumer Chieppe, elas formam a maior rede Toyota da América Latina e a maior rede BYD do Brasil. Em 80 anos, todos os presidentes da Águia Branca tiveram o sobrenome Chieppe. Na JBS, Gilberto Tomazoni levou a empresa à Bolsa de Nova York sem um Batista na presidência e agora prepara a volta de um Batista ao comando. A trajetória dele desde que foi contratado por Wesley Batista, em 2013, e os R$ 62,7 milhões que recebeu em 2025 estão na capa da Edição 17 da revista Bastidores: https://revistabastidoresdopoder.com.... A receita bruta do grupo saiu de R$ 8,5 bilhões em 2021 para R$ 19,4 bilhões em 2025, e a projeção da casa para 2026 é de quase R$ 23 bilhões. As concessionárias venderam 68.856 veículos em 2025, um a cada oito minutos. Em março de 2026, bateram o recorde de 6.441 veículos num único mês, 2.697 deles da BYD. No prospecto do IPO que protocolou em 2021 e cancelou em 2022, a Vix Logística respondia por 33,7% da receita e 75% do Ebitda do grupo. A Vix está entre as empresas por trás do primeiro caminhão autônomo de carga a operar num porto da América Latina, na Portocel, em Aracruz. Ela também mantém cerca de 800 funcionários nos galpões da Petrobras em Macaé. Em 2024, o balanço auditado registrou mais de R$ 1 bilhão de despesa financeira e lucro de R$ 308 milhões, sobre uma receita líquida de R$ 14,5 bilhões. Pelas 125 linhas interestaduais da Itapemirim, que faliu em 2022, a Águia Branca ofereceu R$ 3,02 milhões por mês de arrendamento. Em junho de 2026, o STJ decidiu, por três votos a dois, que ela deve assumir a operação. Cada um dos cinco ramos da família tem uma holding, e as cinco controlam a Águia Branca Participações. Desde 2015, a presidência roda entre membros da família em mandatos de quatro anos, e Riguel Chieppe assume em janeiro de 2027. Depois dele não há sucessor definido, e são cerca de 30 herdeiros para uma cadeira. O vídeo passa ainda pela tropa de burros que Carlos Chieppe comprou em Colatina em 1936, pela compra da marca Águia Branca em 1957, pela metade da Trip que virou uma fatia residual da Azul e pelo processo contra a Buser, que o grupo também perdeu no TJ-ES em março de 2026.