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Por que você tem pesadelo? | Christian Dunker | Falando nIsso

Christian Dunker

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Por que você tem pesadelo? | Christian Dunker | Falando nIsso

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Christian Dunker
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CURSO PSICOPATOLOGIA https://www.cursopsicopatologia.com/ __ Por que temos pesadelos? | Christian Dunker | Falando nIsso Se todo sonho realiza um desejo, por que alguns sonhos nos fazem acordar em pânico? O que significa ter só pesadelos e o que acontece quando o pesadelo não nos acorda? A resposta passa justamente pelo ponto em que a teoria de Freud parece mais frágil e acaba se mostrando mais ousada. Os sonhos de angústia não desmentem a tese de que sonhamos para realizar desejos. Eles mostram o que acontece quando esse desejo não foi suficientemente disfarçado. O sonho existe para que a gente continue dormindo. O pesadelo é o momento em que essa função falha, e acordar vira uma forma de se afastar daquilo que estava prestes a aparecer. A angústia, nesse sentido, não é a ausência do desejo, mas o desejo em estado bruto. Às vezes sem imagem nenhuma, como uma sombra sem forma ou uma presença que não se consegue descrever. Dunker comenta os pesadelos típicos descritos por Freud: voltar à escola para refazer uma prova que já passou, aparecer pelado numa festa, sonhar com a morte de alguém querido. Cada um carrega uma repetição e uma maneira astuciosa de chegar perto do que se deseja, mesmo que pela via da punição. Há também a angústia de quem parece gostar de se angustiar, a mesma que nos leva ao cinema para ver um filme de terror e testar o limite da própria fantasia. E há a culpa difusa, que se transforma em ansiedade e funciona como um horror ao vazio. Daí a conversa chega ao masoquismo do eu, que Freud dividiu em moral, erótico e feminino, e ao seu par perfeito, o supereu sádico. Uma combinação que produz a culpa por ser quem se é e que conversa diretamente com uma cultura que pede o tempo todo para você trabalhar mais, se aperfeiçoar mais e encontrar a sua melhor versão. Não por acaso, essa culpa costuma reaparecer à noite. Diferente de outros episódios sobre sonhos e interpretação, aqui o foco está no pesadelo como pista clínica. Muitas vezes, o fim de um pesadelo recorrente marca um grande avanço em uma análise. Assista, comente e compartilhe com quem anda acordando no meio da noite. Inscreva-se no canal e ative as notificações para acompanhar os próximos episódios do Falando nIsso. REFERÊNCIAS Obras completas volume 4 - Sigmund Freud https://link.amazon/B053ZWeuJ ⸻ SIGA AS REDES SOCIAIS Christian Dunker Instagram: @chrisdunker Twitter: @chrisdunker Podcast Falando nIsso Nos principais agregadores ⸻ REALIZAÇÃO: ESTÚDIO DUKE CONTATO: estudioduke@gmail.com EQUIPE Lucas Buli Gerson Freitas (Jack) Marco Antonio D’Angelo Rafael Garcia Caio Mariano Matheus Rodrigues Narriman Ribeiro Marina Rogano Arte e motion design Caroline Mura / @muxra Trilha sonora Thommaz Kauffmann