10.08.2026 Um dia com 492 km de GS repleto de curvas
Jorge Casais
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10.08.2026 Um dia com 492 km de GS repleto de curvas
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Jorge Casais
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Alguns passeios têm um impacto tão grande em mim que descrevê-los em meia dúzia de palavras e poucos minutos de vídeo seria uma enorme injustiça. Este foi um desses dias. Cerca de 500 quilómetros, com os rios a servirem de denominador comum desde a saída de Matosinhos até ao regresso a casa.
Comecei junto ao Leça e, pela A4, atravessei as regiões do Sousa e do Tâmega. Depois veio o Marão, onde, como reza a sabedoria popular, “para lá do Marão mandam os que lá estão”. Não sei quem mandava naquele dia, mas deixaram-me passar. Eheheheheheheheheh
Depois do Corgo, desci pela A24 até Peso da Régua, onde encontrei o grande protagonista do passeio: o Douro. Entrei na famosa N222 e segui até ao Pinhão, entre curvas, socalcos e paisagens muito bonitas. Ou não fosse o Douro!
Como a N222 estava cortada para obras entre a Ponte das Bateiras e a rotunda de São João da Pesqueira, desviei pela M504 e pela N229, regressando à N222 na povoação de Senhora da Estrada.
Prossegui por Castelo Melhor, onde o drone contornou as muralhas do castelo medieval, e por Almendra, com os seus solares, a Casa dos Castilhos e o curioso pelourinho em forma de campânula.
Em Escalhão, lancei novamente o drone para filmar a ponte medieval sobre a ribeira de Aguiar, com origens associadas a uma antiga via romana entre a Guarda e Astorga. Durante a edição das imagens, lembrei-me que o trilho de acesso e saída da ponte integra uma variante mais difícil do ACT Portugal, identificada como Hard Track. Desta vez, limitei-me a observá-la do ar, mas já a tinha percorrido com o meu amigo João Araújo quando fizemos o ACT Portugal, cada um aos comandos da sua Yamaha Ténéré 700.
Depois do território do Côa, cheguei ao Miradouro Natural do Alto da Sapinha, com uma extraordinária vista sobre o Águeda, fronteira natural entre Portugal e Espanha, antes da sua confluência com o Douro.
Em Barca d’Alva, filmei a Ponte Almirante Sarmento Rodrigues e o fascinante património ferroviário abandonado. Segui depois por Peredo dos Castelhanos até ao Pocinho, por uma lindíssima estrada entre olivais, amendoais e o Douro.
No regresso, passei pela Barragem e pela antiga Ponte Rodo-Ferroviária do Pocinho, reencontrei o Sabor, o Tua, o Tâmega e, finalmente, o Leça.
Mais um dia difícil de resumir, mas também ele impossível de esquecer.