Перейти к содержимому

Não sei o que acontece, mas ultimamente sinto que há uma vingança sistemática dos homens. Como

Galã da Fofoca

0:00 / 0:00

Não sei o que acontece, mas ultimamente sinto que há uma vingança sistemática dos homens. Como

1 683 просмотра · 1 мес. назад
Galã da Fofoca
1,03 тыс. подписчиков
1 683 просмотра · 1 мес. назад
Não sei o que acontece, mas ultimamente sinto que há uma vingança sistemática dos homens. Como lutamos tanto para que não nos deem cantadas nas ruas. Agora por vingança, não nos dão cantadas pelas ruas. Onde ficou o cavalheirismo? Moro em um condomínio residencial de padrão elevado há exatamente dois anos, dividindo o apartamento com a Maria, minha colega de quarto. Sempre fiz questão absoluta de manter uma postura inegociável em relação ao respeito, impondo limites milimétricos em todas as áreas comuns daquele edifício. Desde o primeiro mês em que assinei o contrato de locação, decidi que não aceitaria a menor sombra de intimidade forçada por parte de quem quer que fosse. O ambiente de um condomínio fechado deveria ser um templo de ordem, e não um palco para exibições gratuitas de simpatia masculina invasiva. Eu não tolero invasões de espaço e sempre deixei claríssimo para a administração que minha paz não estava à venda por cordialidades vazias. Durante meses a fio, passei a protocolar reclamações formais e detalhadas na administração predial contra qualquer aproximação que eu considerasse fora do esquadro. Se um vizinho puxava assunto sobre o clima no hall dos elevadores, eu registrava uma notificação por abordagem indevida. Se um entregador de aplicativo me olhasse por mais de dois segundos ao conferir o código de entrega, eu exigia o banimento imediato daquele profissional nas portarias. A minha convivência diária com a Maria era pautada por esses relatos minuciosos, nos quais eu expunha cada microagressão disfarçada de boa vizinhança. Eu me sentia no dever cívico de higienizar aquele condomínio de qualquer resquício de paternalismo barato. O foco principal do meu incômodo diário, no entanto, sempre foi o porteiro diurno, o Ian. Ele insistia em manter uma postura que muitos chamariam de prestativa, mas que para mim nunca passou de condescendência machista disfarçada de pura simpatia profissional. Ian fazia questão de soltar cumprimentos sonoros e teatralmente empolgados como "muito bom dia, senhorita Sonia" toda vez que eu cruzava a catraca de entrada. Não bastasse a entonação quase cerimoniosa, ele invariavelmente corria para segurar a porta de vidro blindado, como se eu fosse incapaz de empurrar uma estrutura de alumínio. 0:00 História principal 7:42 Comentários da história principal 9:07 Atualização 1 14:49 Comentários da atualização 1 16:12 Atualização 2 21:22 Comentários da atualização 2 22:38 Atualização 3 27:02 Comentários da atualização 3 28:24 Atualização 4