Alguém que Deus já lá tem FR-EN-IT António Jacinto - Tertúlia do Fado - Fernão Ferro, 15-9-2026
Tertúlia
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Alguém que Deus já lá tem FR-EN-IT António Jacinto - Tertúlia do Fado - Fernão Ferro, 15-9-2026
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Alguém que Deus já lá tem FR-EN-IT António Jacinto - Tertúlia do Fado - Fernão Ferro, 15-9-2026
FADO MALHOA
Cantador: António Jacinto
Guitarra Portuguesa: Sandro Costa, Pedro Pita
Viola de Fado: Miguel Costa, Luís Brazão, Alexandre Reis
Viola Baixo: Urbano Oliveira
FADO MALHOA
Letra: José Galhardo / Música: Frederico Valério
Repertório de Amália
• Amália Rodrigues - Fado Malhoa
Alguém que Deus já lá tem,
Pintor consagrado,
Que foi bem grande e nos dói
Já ser do passado.
Pintou numa tela,
Com arte e com vida,
A trova mais bela
Da terra mais querida.
Subiu a um quarto
Que viu à luz de petróleo
E fez o mais português
Dos quadros a óleo.
Um Zé de Samarra,
Com a amante, a seu lado,
Com os dedos agarra
Percorre a guitarra
E ali vê-se o Fado.
Faz rir a ideia de ouvir,
Com os olhos, senhores.
Fará, mas não para quem já
O viu, mas em cores.
Há vozes de Alfama
Naquela pintura
E a banza derrama
Canções de amargura.
Dali vos digo que ouvi
A voz que se esmera
O som de um faia banal,
Cantando a Severa.
Aquilo é bairrista,
Aquilo é Lisboa,
Boémia e fadista,
Aquilo é de artista,
Aquilo é Malhoa.
Criação de Amália Rodrigues, na curta-metragem "Fado Malhoa", realizada em 1947 por
Augusto Fraga. O famoso quadro " O Fado" do pintor José Malhoa serviu de inspiração e encenação do filme.
In Francisco Mendes e Daniel Gouveia, "Poetas Populares do Fado-Canção".
Informação do blog "Fados do Fado" de José Fernandes de Castro.
FR - FADO MALHOA
Quelqu’un que Dieu a déjà auprès de lui,
Peintre de renom,
Qui fut si grand et dont l’absence nous fait mal,
Car il appartient désormais au passé.
Il a peint sur une toile,
Avec art et vie,
La plus belle chanson
De la terre la plus chère.
Il est monté dans une chambre
Qu'il a vue à la lumière d'une lampe à pétrole
Et a réalisé le plus portugais
Des tableaux à l'huile.
Un Zé de Samarra,
Avec sa maîtresse à ses côtés,
Griffant de ses doigts
La guitare
Et là, on voit le Fado.
L'idée de l'écouter fait rire,
Avec les yeux, messieurs.
Elle fera rire, mais pas ceux qui l'ont déjà
Vu, mais en couleurs.
Il y a des voix d'Alfama
Dans ce tableau
Et la banza déverse
Des chansons d'amertume.
De là, je vous dis que j'ai entendu
La voix qui s'applique
Le son d'une voix banale,
Chantant Severa.
C'est du localisme,
C'est Lisbonne,
Bohème et fadiste.
C'est de l'artiste,
C'est Malhoa.
Création d'Amália Rodrigues, dans le court-métrage « Fado Malhoa », réalisé en 1947 par
Augusto Fraga. Le célèbre tableau « O Fado » du peintre José Malhoa a servi d’inspiration et de décor au film.
Dans Francisco Mendes et Daniel Gouveia, « Poetas Populares do Fado-Canção ».
Informations tirées du blog « Fados do Fado » de José Fernandes de Castro.
EN - FADO MALHOA
Someone whom God has already taken,
A celebrated painter,
Who was truly great, and it pains us
That he is now a thing of the past.
He painted on a canvas,
With artistry and life,
The most beautiful ballad
Of the land we hold dearest.
He went up to a room
He saw by the light of a kerosene lamp
And created the most Portuguese
Of oil paintings.
A Zé de Samarra,
With his lover by his side,
With his fingers he grasps
And runs his fingers over the guitar
And there you see the Fado.
The idea of listening
With your eyes, gentlemen, makes you laugh.
It will, but not for those who have already
Seen it, but in colors.
There are voices from Alfama
In that painting
And the banza pours out
Songs of bitterness.
From there I tell you that I heard
The voice that strives
The sound of a humble guitar,
Singing “Severa.”
That is local pride,
That is Lisbon,
Bohemian and fado singer.
That is an artist,
That is Malhoa.
Created by Amália Rodrigues, in the short film “Fado Malhoa,” directed in 1947 by
Augusto Fraga. The famous painting “O Fado” by the painter José Malhoa served as the inspiration and setting for the film.
In Francisco Mendes and Daniel Gouveia, “Poetas Populares do Fado-Canção.”
Information from the blog “Fados do Fado” by José Fernandes de Castro.
IT - FADO MALHOA
Qualcuno che Dio ha già chiamato a sé,
Pittore consacrato,
Che fu davvero grande e ci addolora
Che appartenga ormai al passato.
Dipinse su una tela,
Con arte e con vita,
La più bella ballata
Della terra più cara.
Salì in una stanza
Che vide alla luce di una lanterna a petrolio
E realizzò il più portoghese
Dei quadri a olio.
Uno Zé de Samarra,
Con l'amante al suo fianco,
Con le dita stringe
Percorre la chitarra
E lì si vede il Fado.
Fa sorridere l'idea di ascoltare,
Con gli occhi, signori.
Lo farà, ma non per chi già
L'ha visto, ma a colori.
Ci sono voci di Alfama
In quel dipinto
E la banza riversa
Canzoni di amarezza.
Da lì vi dico che ho sentito
La voce che si sforza
Il suono di una banale fado,
Cantando la Severa.
Quello è di quartiere,
Quello è Lisbona,
Bohemien e fadista.
Quello è da artista,
Quello è Malhoa.
AJ