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O SUPER EL NIÑO ESTÁ CHEGANDO E VAI SER PIOR QUE O ESPERADO | Impacto na Economia

Problema de Rico - Clube do Valor

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O SUPER EL NIÑO ESTÁ CHEGANDO E VAI SER PIOR QUE O ESPERADO | Impacto na Economia

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Problema de Rico - Clube do Valor
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Faça um diagnóstico patrimonial com o Clube do Valor: https://clubedovalor.com.br/consultor... Neste vídeo, André Trein, CIO do Clube do Valor, destrincha o mecanismo do Super El Niño que, segundo o Serviço Meteorológico Britânico, já quebrou todos os recordes e ainda não atingiu o seu pico. Como uma anomalia de temperatura no Oceano Pacífico, a milhares de quilômetros do Brasil, consegue afetar o preço do feijão, a conta de luz e, no fim da linha, o seu patrimônio — e por que a resposta é menos óbvia do que parece. A história se repete, mas nunca da mesma forma. No Ceará de 1877, um El Niño esteve entre os fatores da grande seca que deixou um rastro de 150 a 400 mil vítimas e dizimou 90% do gado, segundo estimativas de historiadores. Em 1983, foi a vez de Blumenau (SC) ver 70% da cidade ficar 32 dias debaixo d'água na enchente ligada ao El Niño daquele biênio. Mais recentemente, em 2015, o último superfenômeno ajudou a empurrar a inflação para 10,67% — mas o grande vilão daquele ano não foi o tomate (+47,45%), e sim a conta de luz, que subiu 51%. Só que o El Niño atual não cabe na mesma régua. Em apenas quatro meses, a previsão da NOAA, a agência americana de oceanos, saltou de "provavelmente moderado" para mais de 90% de chance de um evento "muito forte", com 75% de chance de superar todos os registros desde 1950. A anomalia de temperatura na superfície do Pacífico Leste já passa de 3 °C, e a mais de 10 °C em profundidade. O fenômeno está tão fora da curva que os cientistas criaram um novo índice para medi-lo, descontando o aquecimento global de fundo. E aqui está o paradoxo que define o vídeo: enquanto a ciência do clima aponta para um recorde, o mercado financeiro parece muito menos assustado. Uma consulta do Banco Central com 89 economistas projeta um impacto de apenas meio ponto percentual na inflação de 2027. O próprio COPOM cortou a Selic. A incerteza é tamanha que a XP e o Bradesco BBI chegam a conclusões opostas sobre a mesma empresa do setor elétrico. A armadilha, portanto, não é o fenômeno em si, mas a ilusão de que é possível prever seu impacto com precisão. Por isso, a resposta do Clube do Valor não está em adivinhar qual setor vai ganhar ou perder, e sim em olhar para os dados. Um estudo publicado no Journal of Portfolio Management por pesquisadores como Campbell Harvey analisou oito surtos de inflação nos EUA desde 1926 e descobriu o que funciona: commodities (+14% de retorno real anual) e títulos atrelados à inflação (+2%). O que não funciona: ações (-7%) e títulos longos (-5%). Uma carteira bem estruturada, com proteção contra a inflação e exposição a moedas fortes, atravessa o El Niño porque não foi montada para depender do tempo bom. 📱Me acompanhe: 📸 Insta Problema de Rico (@problema.de.rico): instagram.com/problema.de.rico #educaçãofinanceiracdv