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💲 Porque o Lucro Contabilístico é diferente de caixa? DFC método indireto - Mega Vídeo Aula

CERTFORM – Escola de Formação Prática

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Porque o Lucro Contabilístico é diferente de caixa? DFC método indireto - Mega Vídeo Aula Com Miguel Fragoso Porque é que o lucro contabilístico é diferente do caixa? Porque medem grandezas diferentes. O resultado líquido do período mede o desempenho económico da entidade. Resulta da diferença entre rendimentos e gastos reconhecidos no período, segundo o regime do acréscimo, independentemente de o dinheiro já ter sido recebido ou pago. O caixa mede a tesouraria. Corresponde à diferença entre os recebimentos e os pagamentos efetivamente ocorridos no período. O lucro responde à pergunta: a entidade gerou valor? O caixa responde a outra: a entidade dispõe de dinheiro para cumprir os seus pagamentos? Por isso, uma empresa pode apresentar lucro e, ainda assim, enfrentar dificuldades de tesouraria. Existem várias razões para a divergência entre lucro e caixa. Entre as principais, encontram-se as seguintes. 🔹 Há rendimentos e gastos que afetam o resultado, mas não originam qualquer recebimento ou pagamento no período. As depreciações e amortizações são o exemplo mais frequente: reduzem o resultado, mas não representam uma saída de caixa no período em que são reconhecidas. O mesmo pode suceder com perdas por imparidade, reversões de imparidade, provisões, variações de justo valor ou resultados reconhecidos pelo método da equivalência patrimonial. 🔹 Há diferenças no tempo entre o reconhecimento contabilístico e o movimento de dinheiro. Uma venda a crédito aumenta o rédito e o lucro no momento da venda, mas o caixa apenas aumenta quando o cliente paga. Um serviço adquirido a crédito pode originar gasto antes do respetivo pagamento. Na compra de inventários, o pagamento pode ocorrer antes ou depois, mas o gasto apenas é reconhecido quando os bens são vendidos ou consumidos. Os acréscimos, diferimentos, impostos a pagar e outros saldos de balanço também explicam parte importante desta diferença. 🔹 Existem movimentos de caixa que não são rendimentos nem gastos e, por isso, não constam da demonstração dos resultados. A aquisição de um equipamento reduz imediatamente o caixa, mas não reduz de imediato o resultado: o custo é reconhecido ao longo da vida útil por via das depreciações. Do mesmo modo, financiamentos obtidos, reembolsos de empréstimos, aumentos de capital e dividendos pagos afetam a tesouraria, mas não integram o resultado líquido do período. 📌 Veja-se o caso da Entidade A. Apura vendas de 600.000 €, gastos operacionais de 430.000 €, depreciações de 30.000 €, juros de 10.000 €, imposto sobre o rendimento de 20.000 € e uma reversão de perdas por imparidade de 10.000 €. O resultado líquido do período é de 120.000 €. Contudo, o caixa aumenta apenas 26.000 €. Para compreender a diferença, parte-se do resultado líquido de 120.000€. Acrescentam-se 30.000€ de depreciações, porque correspondem a um gasto sem pagamento no período. Deduzem-se 10.000 € da reversão de imparidade, por ser um rendimento sem recebimento. Deduzem-se 45.000€ relativos ao aumento das dívidas de clientes, correspondentes a vendas reconhecidas, mas ainda não recebidas. Acrescentam-se 15.000€ relativos ao aumento das dívidas a fornecedores, porque correspondem a gastos reconhecidos, mas ainda não pagos. Assim, os fluxos de caixa das atividades operacionais ascendem a 110.000 €. Mas a entidade adquiriu equipamento por 60.000 € e distribuiu dividendos de 24.000 €. Por isso, a variação final do caixa é apenas de 26.000 €. 📊 Resultado líquido: 120.000 € 💼 Caixa gerado pelas atividades operacionais: 110.000 € 💶 Variação final do caixa: 26.000 € Não existe contradição. Existe uma diferença entre desempenho económico, geração de caixa pelas operações e variação total da tesouraria. A demonstração dos fluxos de caixa permite compreender a origem e a aplicação do caixa nas atividades operacionais, de investimento e de financiamento. No SNC, é apresentada pelo método direto, nos termos da NCRF 2. A reconciliação pelo método indireto é uma ferramenta analítica útil para explicar como se passa do resultado líquido para os fluxos de caixa gerados pelas operações. Analisar apenas o lucro não basta. Uma empresa financeiramente saudável deve gerar resultados, transformar esses resultados em recebimentos e gerir devidamente os seus pagamentos, investimentos e financiamentos. Quer obter fortes conhecimentos sobre as matérias tratadas nesta publicação? Curso de Formação Executiva em Gestão Financeira e Contabilidade Empresarial https://certform.pt/curso-de-formacao... geral@certform.pt #GestãoFinanceira #Contabilidade #SNC #Certform