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Morar na Roça - Sertanejo Raiz

Caos e Verso

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Morar na Roça - Sertanejo Raiz

407 просмотров · 1 мес. назад
Caos e Verso
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Inspirada na vida do autor, que foi consultor de tecnologia e empresário, abandonou a vida na cidade e foi pra roça há 15 anos. Música feita com Onlymusic AI com base no poema: Morar na Roça e Viver da Roça Tem gente que vem pra roça pra fugir da cidade, traz o cansaço na mala e chama isso de liberdade. Chega sonhando com rede, fogão a lenha, varanda, mas não sabe que a roça não é descanso, é demanda. Morar na roça é diferente de viver da roça, um é fuga, outro é escolha, um é sonho, outro é força. Quem só mora, um dia cansa e volta pro asfalto, quem vive, aprende na terra que o suor não é em vão. Tem gente que quer leite de cabra fervido no fogão, mas não quer levantar de madrugada pra ordenhar no escuro do curral. Quer horta sem formiga, quer galinha sem penar, quer o cheiro da terra sem a terra precisar. Morar na roça é diferente de viver da roça, um é fuga, outro é escolha, um é sonho, outro é força. Quem só mora, um dia cansa e volta pro asfalto, quem vive, aprende na terra que o suor não é em vão. A estrada é de chão, o poder não manda cascalho, quando chove, vira lama, quando seca, vira atalho. O produtor que produz não tem preço justo, não tem vez, vende barato o que planta, compra caro o que não fez. Agroecologia não é moda, é resistência e saber, é entender que a terra não é mercadoria pra vender. É cuidar da água, do bicho, da semente, do chão, é colher o que plantou sem envenenar o irmão. Morar na roça é diferente de viver da roça, um é fuga, outro é escolha, um é sonho, outro é força. Quem só mora, um dia cansa e volta pro asfalto, quem vive, aprende na terra que o suor não é em vão. Quem vem pra roça pra fugir, um dia a roça cobra, não tem rede que segure, não tem varanda que socorra. Quem vem pra roça pra viver, sabe que é luta e é suor, mas encontra na terra firme o que a cidade não deu. Morar na roça é diferente de viver da roça, um é fuga, outro é escolha, um é sonho, outro é força. Quem só mora, um dia cansa e volta pro asfalto, quem vive, aprende na terra que o suor não é em vão. E se um dia o poder lembrar que a estrada é do produtor, que a água é de todos, que a terra tem valor, a roça deixa de ser fuga e vira cidadania, e quem vive dela não precisa ir embora um dia. Alexandre Faria Guimarães 20 de setembro de 2026