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2 Timóteo 2.1-13: Se somos infiéis, ele permanece fiel

Príncipe da Paz

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2 Timóteo 2.1-13: Se somos infiéis, ele permanece fiel

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Este é o terceiro trecho de 2 Timóteo. Paulo escreve de Roma, preso pela segunda vez, e já sabe que não vai sair vivo: "o tempo da minha partida é chegado" (4.6). No primeiro capítulo ele lembrou a Timóteo o dom que Deus lhe deu, pediu que não se envergonhasse do evangelho nem do prisioneiro, mostrou por que ele mesmo não se envergonha e pôs diante do filho na fé dois retratos opostos: os da província da Ásia, que lhe viraram as costas, e Onesíforo, o irmão de Éfeso que o procurou em Roma até o achar. O capítulo 2 começa com a consequência de tudo isso: "Quanto a você". O que Paulo pede nos primeiros treze versículos é o fim do grande apelo que começou em 1.6, e no versículo 14 ele muda de assunto e passa a tratar dos falsos mestres. Nestes versículos, Paulo responde a uma pergunta simples: o que sustenta um crente quando servir a Cristo custa caro? A resposta tem duas pontas. Há esforço real, comparado ao do soldado, do atleta e do lavrador, e há um prêmio real ligado a esse esforço. Mas a força para o esforço vem da graça, e o último alicerce não é a firmeza de quem serve, e sim a fidelidade de quem foi servido. O trecho termina com um dito de quatro linhas, e cada linha começa com a palavra "se". Nas três primeiras, a resposta acompanha a condição: morremos e viveremos, perseveramos e reinaremos, negamos e seremos negados. Na quarta, a resposta não acompanha: "se somos infiéis, ele permanece fiel". É nessa quebra que o trecho inteiro se apoia, e é nela que estes versículos terminam.