BR-364: Como o Asfalto Transformou a Estrada entre Cuiabá e Porto Velho
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BR-364: Como o Asfalto Transformou a Estrada entre Cuiabá e Porto Velho
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Antes do asfalto, a ligação entre Cuiabá e Porto Velho podia levar até 60 dias em períodos críticos de chuva. Caminhões ficavam presos por semanas, pontes limitavam a passagem e a lama transformava a BR-364 em uma sequência de bloqueios.
Inaugurada em setembro de 1984, a pavimentação mudou essa realidade. Para construir cerca de 1.440 quilômetros de ligação, foi preciso movimentar aproximadamente 32,3 milhões de metros cúbicos de solo e rocha, construir 50 pontes e viadutos e transportar materiais betuminosos por distâncias de até 1.855 quilômetros.
Neste documentário, você vai entender como a estrada foi construída: a abertura e correção do traçado, a terraplenagem, a drenagem, a compactação das camadas, o transporte de brita e ligantes, a construção das pontes e o trabalho de 25 frentes de obra, com cerca de 5 mil trabalhadores, 867 máquinas e equipamentos e 57 engenheiros registrados em 1984.
Também veremos como a rodovia alterou o transporte, fortaleceu cidades como Vilhena, Pimenta Bueno, Ji-Paraná, Jaru e Ariquemes e acelerou a ocupação do território, trazendo desenvolvimento, mas também impactos ambientais, pressão sobre a floresta e desafios para comunidades indígenas.
A BR-364 continua sendo um dos principais eixos de ligação entre Porto Velho e Mato Grosso. Sua história mostra que o asfalto não surgiu pronto: foi planejado, escavado, compactado, transportado e construído obra por obra.
Se você já percorreu a BR-364 ou viveu em alguma cidade ao longo dela, conte nos comentários como era a viagem e o que mudou para sua família.
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