A mansidão e a humildade de coração | Sermão para o XV domingo depois de Pentecostes
Padre Fábio Calixto
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A mansidão e a humildade de coração | Sermão para o XV domingo depois de Pentecostes
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Padre Fábio Calixto
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Evangelho nos mostra um homem hidrópico, enfermo porque o corpo se enchia de água. Mas há outra hidropisia, muito mais perigosa: a da alma que se enche de si mesma.
A soberba é a hidropisia do espírito. O soberbo está sempre inchado: de opinião, de vaidade, de pretensões, de amor-próprio. E quanto mais se enche de si, menos espaço deixa para Deus.
É por isso que os fariseus, vendo Cristo diante de seus olhos, não conseguem reconhecê-Lo. Estão tão cheios de sua própria justiça que já não têm lugar para a Justiça divina. O farisaísmo é uma alma que prefere parecer santa a tornar-se santa.
E qual é o remédio? Cristo mesmo nos responde: “Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração.” Aprender de Cristo é aprender a diminuir. É abandonar a necessidade de ser visto, admirado e reconhecido. É aceitar a correção, suportar as contrariedades, servir sem aplauso e obedecer sem murmuração.
E onde encontramos o modelo perfeito dessa humildade? Em Maria Santíssima: “Eis a escrava do Senhor.” A Rainha do Céu chama-se escrava; a mais perfeita das criaturas não se exalta, mas se humilha diante de Deus.
Eis o segredo da santidade: não há santidade sem humildade, nem humildade verdadeira sem mansidão.
Peçamos, pois, que Cristo cure em nós a hidropisia da soberba. Que nos esvazie de nós mesmos, para que Deus possa encher-nos de sua graça.
Quanto mais o homem se esvazia de si, mais Deus o enche de Si.