A cura da lepra da Alma | Sermão para o XIII domingo depois de Pentecostes
Padre Fábio Calixto
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A cura da lepra da Alma | Sermão para o XIII domingo depois de Pentecostes
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Padre Fábio Calixto
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Quando o leproso do Evangelho se apresenta ao sacerdote, apresenta-lhe o corpo ferido; mas quando o pecador se apresenta no confessionário, apresenta-lhe uma alma enferma.
A lepra corrói a carne; o pecado corrói a alma. A lepra separava o homem da comunidade; o pecado separa-o de Deus. E assim como o leproso desejava ouvir que estava curado, também a alma penitente anseia por aquelas palavras que devolvem a vida: “Eu te absolvo dos teus pecados.”
Notai, porém: o sacerdote não cura por si mesmo. É Cristo quem perdoa; o sacerdote é o ministro que o próprio Cristo estabeleceu para aplicar às almas os frutos da sua Redenção.
Uma boa confissão é, pois, uma verdadeira cura. Exige humildade para reconhecer a enfermidade, sinceridade para manifestar as feridas, arrependimento para detestar o pecado e propósito firme de abandonar aquilo que nos separa de Deus.
E não esperemos que a doença se torne incurável aos nossos olhos para procurar o Médico divino. O bom católico confessa-se regularmente, examina a consciência e não se acostuma a viver com as feridas da alma.
Apresentemo-nos, pois, ao sacerdote. Porque aquele que reconhece humildemente a lepra do pecado encontra, no tribunal da penitência, não apenas um juiz, mas a misericórdia do Médico que veio salvar os enfermos.
Jesus, manso e humilde de Coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso