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PASTORA VIÚVA FOI DESMASCARADA: ELA MATOU O MARIDO COM FEITIÇARIA PARA ASSUMIR A IGREJA

Relatos Sombrios do Brasil

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PASTORA VIÚVA FOI DESMASCARADA: ELA MATOU O MARIDO COM FEITIÇARIA PARA ASSUMIR A IGREJA

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Em agosto de dois mil e dez, a cidade de Governador Valadares enterrou um pastor de cinquenta e três anos. A igreja que ele levantou do chão, de um salão alugado com doze cadeiras de plástico, estava lotada no velório. Todo mundo dizia a mesma coisa: que Deus tinha levado o pastor Edson porque a obra dele já tinha terminado. Dois dias depois, a viúva subiu no púlpito pela primeira vez em vinte e dois anos de casamento, e quatrocentas pessoas se levantaram para aplaudir. Nos dois anos seguintes aquela igreja saiu de quatrocentos membros para mais de mil. Nenhuma daquelas pessoas sabia que a mulher que pregava para elas tinha escrito sozinha, na mesa da cozinha, todos os sermões que o marido pregou por dezesseis anos. Nenhuma sabia que ela guardava um caderno de capa preta com sessenta e quatro sermões numerados que ela nunca teve permissão para pregar. E nenhuma sabia o que ela mexeu dentro de uma xícara de chá de erva-doce, num sábado de maio, contando até dez do lado de fora da porta do quarto. Esta história chegou até mim numa carta de sete páginas escrita à mão, mandada de dentro de um presídio feminino de Minas Gerais. Quem escreveu me pediu uma coisa só: que eu não suavizasse nada. Tem uma mulher que ama o marido e continua servindo o chá. Tem um filho de vinte anos que vê a mãe saindo de uma casa que ele não devia ter visto, e carrega isso sozinho por três anos. Tem um menino curado de asma pela mão de uma assassina, com laudo médico e tudo. E tem uma velha de oitenta e um anos que atravessa a cidade de ônibus todo sábado para visitar a assassina na cadeia, e que no fim do primeiro ano explica por que faz isso. Ouça até o fim. A parte mais difícil de acreditar não é o crime, é o que ela descobriu num escritório, um mês depois do enterro, quando foi procurar o contrato de um terreno.