Ignore (de novo)
Alíghierick
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Ignore (de novo)
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Alíghierick
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VÓRTICE é sobre aquilo que nos prende antes mesmo de sabermos seu nome.
Entre ruínas, espelhos e relógios quebrados, alguém tenta descobrir se está desaparecendo — ou apenas mudando de forma.
Algumas coisas não terminam quando acabam.
Às vezes, começam a girar.
Lyric:
[Intro]
Eu escrevo pra não me perder,
ponho em verso o que não sei dizer.
Se ninguém para pra me escutar,
pra quem serve o que eu vim contar?
[Verso 1]
Eu fiz da folha um lugar pra ficar, quando falar já não dava pra ser
Cada palavra que eu deixo escapar é uma parte que eu tento esconder
Eles dizem: “depois eu vou ler”, e eu respondo: “tudo bem, deixa assim”
Mas o tempo começa a correr, e o silêncio responde por mim!
Enquanto alguém vai pro trabalho, eu vou travando outra guerra aqui
Cada um segue o seu calendário, e eu tentando não sumir de mim
Não quero fama, não quero atenção, nem que decifrem tudo que eu fiz
Eu só queria uma confirmação: “eu ouvi você... e sei o que diz.”
[Pré-Refrão]
Eu sei que o mundo não para por mim, sei que ninguém vive o meu papel
Mas quando eu entrego o que existe em mim,
eu só queria saber se chegou em alguém!
[Refrão]
Eu só quero alguém pra me ouvir, não precisa saber consertar
Só me diz que conseguiu sentir alguma coisa ao me escutar!
Cada linha carrega o que sou, cada rima revela uma cicatriz
Se eu coloquei meu peito na voz, foi porque falar nunca foi tão simples assim!
Eu só quero alguém pra me ouvir, pra saber que eu não falo sozinho
Se essas palavras chegarem em ti, talvez meu peito encontre caminho!
[Verso 2]
Talvez eu espere demais de vocês, talvez eu sonhe mais do que devia
Talvez eu seja difícil de entender quando transformo o caos em poesia!
Dizem que eu penso demais, talvez, que eu sinto tudo com intensidade
Mas quem conhece o peso que fez cada silêncio virar necessidade?
Eu construo abrigo com pouca coisa, faço da música um teto pra mim
Quando o mundo me chama de forte, eu escondo o que grita por fim!
Não escrevo porque fica bonito, nem porque quero parecer profundo
Tem coisa que não cabe no grito, mas encontra lugar nesse mundo!
E se você ouvir devagar, talvez reconheça minha voz
Talvez perceba que certas canções nunca foram só sobre nós!
[Pré-Refrão]
Eu sei que o mundo não para por mim, sei que ninguém vive o meu papel
Mas quando eu entrego o que existe em mim, eu só queria saber se chegou em alguém!
[Refrão]
EU SÓ QUERO ALGUÉM PRA ME OUVIR! NÃO PRECISA SABER CONSERTAR!
SÓ ME DIZ QUE CONSEGUIU SENTIR ALGUMA COISA AO ME ESCUTAR!
CADA LINHA CARREGA O QUE SOU, CADA RIMA REVELA UMA CICATRIZ!
SE EU COLOQUEI MEU PEITO NA VOZ, FOI PORQUE FALAR NUNCA FOI TÃO SIMPLES ASSIM!
EU SÓ QUERO ALGUÉM PRA ME OUVIR, PRA SABER QUE EU NÃO FALO SOZINHO!
SE ESSAS PALAVRAS CHEGAREM EM TI, TALVEZ MEU PEITO ENCONTRE CAMINHO!
[Ponte]
Tem uma parte que ninguém vê! Que eu escondo até de mim!
Eu sorrio pra não responder, finjo força pra chegar ao fim!
Não é culpa sua, eu sei! Talvez seja o mundo correndo demais!
Mas se eu escrevo tudo que calei, é porque o silêncio já não basta mais!
Não é fantasia.
Não é personagem.
Não é só canção...
Sou eu.
[Refrão Final]
Eu só quero alguém pra me ouvir... mesmo que seja só uma vez.
Não precisa dizer que me entende, só não deixa passar outra vez.
Cada linha carrega o que sou, cada palavra nasceu de uma dor.
Se você escutar o silêncio, talvez finalmente enxergue quem eu sou.
Eu só quero alguém pra me ouvir, pra saber que eu ainda estou aqui.
Não quero aplauso depois que eu partir...
Quero alguém que consiga me ver antes disso.
[Outro]
Então eu continuo escrevendo, mesmo quando ninguém vem.
Se ninguém escuta hoje, eu escrevo amanhã também.
Porque enquanto eu tiver voz, ainda existe algo em mim.
Talvez um dia alguém pare...
...e diga:
“Eu ouvi você.”