PGT-A na fertilização in vitro: quando vale a pena fazer a análise genética dos embriões?
Dr. João Guilherme Grassi
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PGT-A na fertilização in vitro: quando vale a pena fazer a análise genética dos embriões?
29 просмотров · 5 дней назад
Dr. João Guilherme Grassi
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Uma das dúvidas que mais recebo de casais que estão iniciando uma fertilização in vitro (FIV) é: *preciso fazer a análise genética dos embriões?*
O PGT-A, teste genético pré-implantacional para aneuploidias, analisa células retiradas do embrião para estimar se ele apresenta o número esperado de cromossomos. Mas existe um conceito fundamental para entender antes de decidir:
*O PGT-A não melhora o embrião e não transforma um embrião alterado em normal. Ele é uma ferramenta de seleção.*
Por isso, fazer PGT-A em todos os ciclos de fertilização in vitro não necessariamente aumenta a chance cumulativa de ter um bebê. A decisão precisa considerar principalmente a idade da mulher, a reserva ovariana, o número de embriões disponíveis, o histórico reprodutivo e aquilo que o casal pretende ganhar com o exame.
Neste vídeo, explico de maneira detalhada:
• O que são embriões euploides e aneuploides
• Como a idade feminina interfere na frequência de alterações cromossômicas
• Quando o PGT-A pode ser útil
• Por que o benefício tende a ser diferente aos 30, 35 ou 40 anos
• A relação entre PGT-A e risco de abortamento
• Como o exame pode ajudar a reduzir o risco de transferência de embriões com determinadas alterações cromossômicas
• Por que pacientes jovens podem ter pouco ou nenhum ganho em alguns cenários
• Por que pacientes com idade reprodutiva mais avançada podem ter benefícios diferentes
• O que muda quando existem poucos embriões ou baixa reserva ovariana
• Os riscos da biópsia embrionária
• Falsos positivos e limitações do exame
• O que são embriões mosaicos
• O que significam aneuploidias segmentares
• Por que alguns embriões classificados como alterados ainda podem apresentar potencial reprodutivo
• Quando pode fazer sentido acumular embriões antes de realizar a análise genética
Um ponto importante é diferenciar *chance por transferência* de **chance cumulativa por ciclo iniciado**.
Selecionar previamente um embrião com resultado euploide pode aumentar a eficiência de uma determinada transferência e, principalmente em mulheres de maior idade, reduzir transferências sem implantação ou que terminariam em perda gestacional. Isso não significa necessariamente criar uma chance de bebê que não existia antes.
Em mulheres mais jovens, nas quais uma proporção maior dos embriões já tende a ser cromossomicamente normal, o benefício do PGT-A pode ser pequeno em determinados cenários. Conforme a idade aumenta e a proporção de aneuploidias cresce, a capacidade de selecionar previamente os embriões pode se tornar mais relevante.
Também existem limitações. A biópsia analisa uma pequena amostra de células do trofectoderma, e o resultado nem sempre representa perfeitamente todo o embrião. Mosaicos, alterações segmentares e resultados falso-positivos tornam algumas situações muito mais complexas do que simplesmente classificar um embrião como “normal” ou “anormal”.
Por isso, *PGT-A não deveria ser uma decisão automática.*
Existem pacientes para as quais eu considero a análise genética uma ferramenta muito interessante. Para outras, especialmente quando temos poucos embriões disponíveis, podemos chegar à conclusão de que os potenciais benefícios não justificam as limitações e os riscos.
A decisão deve ser individualizada e discutida antes do tratamento.
Sou Dr. João Guilherme Grassi, médico ginecologista e especialista em Reprodução Assistida, com mais de 12 anos de atuação na área e mais de 5 mil casais acompanhados ao longo da minha trajetória.
Atuo no **Centro de Fertilidade Saab**, com atendimento em **Londrina, Paraná**, trabalhando com investigação da infertilidade, fertilização in vitro (FIV), ICSI, inseminação intrauterina, congelamento de óvulos e embriões, preservação da fertilidade, análise genética embrionária cultivo em time lapse e outros tratamentos de reprodução assistida.
Em Londrina, contamos com laboratório completo de reprodução assistida e tecnologias de cultivo embrionário, incluindo incubadoras time-lapse, que permitem acompanhar o desenvolvimento dos embriões de maneira contínua.
Meu objetivo neste canal é explicar reprodução humana de forma clara e baseada nas melhores evidências científicas disponíveis, inclusive quando a resposta mais adequada não é fazer mais exames ou acrescentar mais tratamentos.
Se você está considerando uma fertilização in vitro e tem dúvidas sobre **PGT-A, análise genética dos embriões ou biópsia embrionária**, assista ao vídeo até o final. A intenção é que você termine o vídeo entendendo não apenas quando o PGT-A pode ajudar, mas também **quando talvez não seja necessário fazê-lo**.
Se ainda ficar alguma dúvida, deixe nos comentários a sua idade e qual é a sua principal dúvida sobre PGT-A. Posso usar as perguntas mais frequentes como tema para os próximos vídeos.
Dr. João Guilherme Grassi
CRM PR 29.256
Reprodução Assistida
RQE 24.635
Centro de Fertilidade Saab
Londrina, Paraná