Santana
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Cantiga “Santana”
Cantada por Manuel Lopes (102 anos), Maria Helena Antunes (filha) e Carina Alves (neta), todos da Bernardia, lugar da freguesia da Cumeada, concelho da Sertã. O registo foi realizado em abril de 2025.
A cantiga “Santana” é um hino a esta localidade, exaltando a luz, o calor, os elementos simbólicos do adro (como o relógio e o chafariz), bem como o carácter das suas gentes — hospitaleiras, trabalhadoras e sorridentes. A canção percorre simbolicamente o território (de Vaquinhas à Cardiga) e afirma com orgulho a identidade da aldeia no contexto do concelho da Sertã e do centro de Portugal.
Santana
Minha terra é Santana, cheia de luz e calor.
Minha terra é Santana, cheia de luz e calor.
É a terra onde eu moro, onde eu tenho o meu amor.
É a terra onde eu moro, onde eu tenho o meu amor.
Há no adro de Santana duas pedras que dão graça.
Há no adro de Santana duas coisas que dão graça:
é o relógio na torre e o chafariz na praça.
É o relógio na torre e o chafariz na praça.
Há no adro de Santana duas coisas bem assentes.
Há no adro de Santana duas pedras bem assentes:
uma é dos namorados, outra é dos padecentes.
Uma é dos namorados, outra é dos padecentes.
De Vaquinhas à Cardiga é terra de boa gente.
De Vaquinhas à Cardiga é terra de boa,
hospitaleira e risonha. No trabalho é valente.
Hospitaleira, risonha. No trabalho é valente.
Viva, viva a nossa aldeia! Não há outra assim igual.
Viva e viva a nossa aldeia! Não há outra assim igual.
No concelho da Sertã, no centro de Portugal.
No concelho da Sertã, no centro de Portugal.