A pedra de 5 toneladas que levou 104 anos para sair do sertão
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A pedra de 5 toneladas que levou 104 anos para sair do sertão
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Em 1784, um morador do sertão da Bahia encontrou uma pedra escura, enorme, e acreditou ter achado ouro. No ano seguinte, a primeira tentativa de levá-la terminou com o carro desgovernado, os eixos pegando fogo e a pedra dentro de um riacho. Ela ficou ali 104 anos.
Este vídeo conta a expedição de 1887–1888 que tirou o Meteorito de Bendegó do sertão — com quedas, eixos partidos e noites de trabalho à luz de fogueiras —, a partir do relatório escrito pelo próprio chefe da expedição. E como, 130 anos depois, a pedra sobreviveu ao incêndio que destruiu boa parte do Museu Nacional.
Capítulos
00:00 Eixos em chamas
00:40 Ouro e prata
01:32 Cem anos no riacho
03:17 O homem que aceitou o desafio
04:24 A pedra do sertão
05:30 A travessia começa
06:21 O salto mortal
07:06 Chuva, eixos e fogueiras
07:53 Cento e treze quilômetros
08:18 Um dia depois da abolição
08:57 Da ferrovia ao mar
09:53 Dois de setembro
10:28 A pedra que se pode tocar
Fontes
• José Carlos de Carvalho, "Meteorito de Bendegó: relatorio apresentado ao Ministerio da Agricultura, Commercio e Obras Publicas…", Imprensa Nacional, 1888 (domínio público; Wikimedia Commons). Citações na tela com a grafia original e a página.
• A. F. Mornay, carta a W. H. Wollaston, Philosophical Transactions of the Royal Society, 1816
• Euclides da Cunha, "A nossa Vendéia", O Estado de S. Paulo, 14/03/1897 (Wikisource)
• Jezulino Braga, "A pedra que veio lá do infinito", Concinnitas (UERJ), 2018
• Pesquisa FAPESP, ed. 272, out. 2018 ("Ruínas de pedras raras"); National Geographic Brasil, 2018; Poder360, 2018
• Imprensa sobre a reabertura do Museu Nacional, julho de 2025 (Correio da Manhã, Diário do Nordeste, Tribuna de Minas)
O nome do descobridor aparece como Joaquim da Motta Botelho no relatório de 1888 e na placa do museu; outras fontes dizem Domingos. A tradição oral sobre a "pedra sagrada" é apresentada como crença registrada, não como fato.
Imagens
• Fotografias e ilustrações da Commissão do Bendegó (1887–1888) e foto de Marc Ferrez (c. 1888): domínio público, via Wikimedia Commons
• Albert Einstein no Museu Nacional (1925) e o Bendegó em 1968 (Arquivo Nacional): domínio público, via Wikimedia Commons
• "Saguão do Museu Nacional, com o Meteorito do Bendegó ao centro" — Dornicke, CC BY-SA 4.0
• "Museu Nacional do Brasil - Julho 2018 (129)" — PortugalBrasil, CC BY-SA 4.0
• "Entre Gigantes (2025-08-24)" e "Parte do meteorito Bendegó no Museu de Ciências da Terra" — Avelludo, CC BY-SA 4.0
• Mapa-base "Relief Map of Brazil" — NordNordWest, obra derivada de Виктор В, CC BY-SA 3.0; mapa-múndi NASA Earth Observatory (domínio público); traçados e anotações do canal
(licenças CC BY-SA: creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 e /3.0)
Vídeos ilustrativos: Pixabay (kahbazar2, JoshuaWoroniecki, knownsensefilms, Amazighe93, Matthias_Groeneveld, joergip31) e Coverr. Não retratam o local nem a época da história.
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