Santo Daime e pajelança na Colônia Lual
Serafim.Música
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Santo Daime e pajelança na Colônia Lual
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Esse é um minidoc sobre o dia a dia da Colônia Lual, um projeto nos arredores de Rio Branco (Acre) que reúne a cultura do Santo Daime, a da pajelança de ayahuasca dos indígenas Huni Kuin, e a autossustentabilidade da agrofloresta.
Este vídeo está aqui no canal do Serafim não só porque foi mais uma experiência vivida por mim, mas especialmente porque encontrei a Colônia Lual durante uma viagem de busca por música e espiritualidade, de reconectar com as raízes xamânicas da musicalidade e do improviso que me fazem parte. O que de fato ocorreu...
A proposta da Colônia Lual é cuidar da floresta ao redor, fazer a manutenção de tudo que envolve o convívio e a sustentabilidade da comunidade de amigos e voluntários, realizar o feitio e as cerimônias com o Santo Daime. Há trinta anos, a grande floresta que sombreia todo o chão de areia ao redor da Lual nem sequer existia! Ela foi literalmente "plantada" pé por pé pelo esforço do padrinho Feliciano, que adquiriu aquele vasto terreno que anteriormente só servia para a pastagem do gado.
Bem diferente de uma comunidade Santo Daime comum, o responsável pelo projeto, padrinho Feliciano, experimenta com a união harmônica entre o Daime e a cultura ayahuasquera dos indígenas Huni Kuin - a cerimônia da qual participamos, por exemplo, foi guiada ora pelo padrinho, ora pelo Huni Kuin Maru.
A Colônia Lual está localizada nos arredores de Rio Branco, e fica bem atrás de um outro local bastante conhecido na história do Santo Daime no Acre, a chamada "Colônia 5000", local especial que está profundamente ligado com a história do padrinho Sebastião, o mais importante dos seguidores do Mestre Irineu, fundador da doutrina. Padrinho Feliciano, o responsável pela Colônia Lual, também experimentou de muito perto o desenrolar da história da doutrina, tendo, inclusive, vivido por muitos anos ao lado do próprio padrinho Sebastião.
Eu (Serafim) e minha companheira, a artista visual Juliana Valbert (@aparecefloresta), passamos uma semana na Colônia Lual (janeiro, 2020) na condição de voluntários, com o intuito de nos aprofundarmos nas práticas curativas do Daime e da ayahuasca. Nesse meio tempo, nos surpreendemos encontrando grandes amizades, dando mais valor à força física do trabalho braçal, aprendendo sobre música de rezo e hinos, sobre a história do Santo Daime, e sobre a floresta amazônica e suas medicinas sagradas. Como uma humilde tentativa de retribuir todo o conhecimento e experiência que nos proporcionaram, produzimos este pequeno vídeo mostrando como é um dia comum na Colônia Lual, desde o café da manhã, até a pajelança. Nosso único desejo é que mais pessoas conheçam o projeto do nosso querido padrinho Feliciano, e também partam para o Acre como voluntários (afinal, a Colônia necessita muito desse tipo de ajuda para seguir existindo), porque, com certeza, ainda há muito para ser descoberto por aquelas bandas.
Haux!
Alguns contatos:
Instagram: @serafim.musica; @aparecefloresta
Face: [Facebook.com/serafim7777] (obs: são quatro setes)