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Como o Governo Ajudou a Criar a Oi — e o Que a Levou a Uma Falência Bilionária

Dossiê Impérios

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Como o Governo Ajudou a Criar a Oi — e o Que a Levou a Uma Falência Bilionária

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Como um grupo de empresários comprou a maior telefônica do Brasil sem ter capital suficiente — e por que o próprio governo, depois de tentar impedir a operação, ajudou a financiá-la? Neste episódio do Dossiê Impérios, investigamos a história da Oi desde o leilão da Tele Norte Leste em 1998 até a falência bilionária restabelecida pela Justiça em 2026. A Oi não nasceu como uma simples operadora de celular. Sua origem está na privatização do sistema Telebrás, quando linhas telefônicas ainda eram bens escassos, declarados no imposto de renda, vendidos no mercado paralelo e transmitidos por herança. O governo Fernando Henrique Cardoso defendia que o capital privado poderia expandir a rede mais rapidamente, reduzir preços e ampliar o acesso. Mas o desenho do leilão reuniu concessão pública, regulação estatal e financiamento de banco público numa mesma estrutura. O documentário reconstitui a formação do consórcio que arrematou a Tele Norte Leste: Andrade Gutierrez, Inepar, Macal, Fiago, fundos de pensão e seguradoras. Também mostra como a La Fonte, grupo de Carlos Francisco Ribeiro Jereissati, entrou indiretamente na operação mesmo sem ter sido pré-qualificada para o pregão, e como o BNDES deixou de ser apenas financiador para se tornar dono de 25% das ações com direito a voto. Para entender Carlos Jereissati, voltamos à origem da família. Aziz Kalil Jereissati saiu de Zahlé em 1902 e construiu em Fortaleza uma operação próspera no comércio de bacalhau e tecidos. A família já possuía riqueza e influência quando Carlos Francisco nasceu, em 1946. Seu pai transformou capital empresarial em carreira política, tornou-se deputado e senador pelo Ceará e morreu de infarto em 1963, deixando seis filhos menores. Aos 19 anos, Carlos foi para São Paulo administrar a La Fonte, o Grande Moinho Cearense, a Pedreira Itatinga e negócios imobiliários. Em 1966, aos vinte anos, comprou uma participação de apenas 2% no primeiro Shopping Iguatemi do Brasil. Essa estratégia — entrar pequeno, aprender o setor e crescer por dentro — tornou-se decisiva para compreender por que a fortuna da família sobreviveu mesmo depois do desaparecimento da telefônica. A trajetória operacional da empresa também é examinada com precisão. A Tele Norte Leste tornou-se Telemar em 1999, integrou dezesseis companhias estaduais, lançou o Velox, criou a Contax e, em 2002, entrou na telefonia móvel com a marca Oi e a tecnologia GSM. A empresa cresceu, chegou à Antártida, comprou a Way TV e a Amazônia Celular, entrou em São Paulo e unificou seus serviços sob uma marca conhecida em todo o país. O ponto de virada veio em 2008, com a compra da Brasil Telecom por R$ 5,86 bilhões. A operação era proibida pelas regras criadas na privatização, pois uma concessionária de telefonia fixa não podia comprar outra. O governo Lula mudou a regra por decreto. O BNDES financiou R$ 2,569 bilhões, o Banco do Brasil forneceu R$ 4,3 bilhões e novas estruturas de capital público ajudaram Andrade Gutierrez e La Fonte a consolidar o controle da chamada supertele brasileira. Mas crescer por aquisição trouxe dívidas, integração complexa e um problema estrutural: o coração da Oi continuava sendo a telefonia fixa. Enquanto brasileiros migravam para celulares e fibra óptica, a companhia era obrigada pela concessão a manter uma gigantesca rede de cobre em milhares de municípios, cada vez mais cara e menos rentável. 00:00 O leilão, o dinheiro público e a falência 01:59 Quando telefone era patrimônio 02:42 A lógica da privatização 03:53 Quem é Carlos Jereissati 04:22 A origem libanesa da família 05:47 A morte do senador Carlos Jereissati 07:48 A aposta no Shopping Iguatemi 08:55 O consórcio da Tele Norte Leste 10:36 O BNDES vira acionista 11:00 Nasce a Telemar 12:32 A criação da Oi 14:15 A compra da Brasil Telecom 17:21 O problema do telefone fixo 18:06 Portugal Telecom entra na Oi 19:55 O calote da Rioforte 21:01 Andrade Gutierrez e Lava Jato 22:01 A maior recuperação judicial do Brasil 23:14 A venda dos ativos 24:20 A segunda recuperação judicial 25:32 O fim da concessão 26:02 A falência da Oi 26:58 Os números e os credores 28:18 Onde entrou o dinheiro público 29:12 A fortuna que permaneceu 31:33 O retorno ao pregão de 1998 Inscreva-se no Dossiê Impérios para acompanhar documentários sobre grandes empresas brasileiras, privatizações, bancos públicos, famílias empresárias, crises, aquisições, recuperações judiciais e decisões que mudaram setores inteiros. Comente: a Oi quebrou por incompetência dos donos, pela transformação tecnológica ou por um modelo empresarial dependente demais do Estado? #Oi #DossieImperios #Privatizacao #Telemar #Telebras #BNDES #CarlosJereissati #BrasilTelecom #PortugalTelecom #RecuperacaoJudicial #Falencia #Telecomunicacoes #HistoriaEmpresarial