A Coroa de Aço Cruel - Filhos do Dragão
Thierry
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A Coroa de Aço Cruel - Filhos do Dragão
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Thierry
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Mesmo vendo Angband ruir perante a marcha final do exército dos Valar, Melkor não admitiu derrota, apenas a injustiça da união de seus iguais contra ele. Teve sua coroa forjada em uma coleira e foi arremessado acorrentado para o Vazio Além do Mundo. Do meio da escuridão infinita, ele aguarda, sabendo que seu ódio jamais será apagado até o dia do retorno.
[Intro]
[Verse 1]
Angband treme, o ferro cede,
o céu se parte em fogo e pó.
Marcham os Valar; Melkor vê
seu reino afundar, mas fica só.
[Pre-Chorus]
“Não chamo queda ao meu poder,
em chamo justo o vosso ardor.
Iguais se unem para me vencer—
que nome dais a esse valor?”
[Chorus]
Não há derrota em meu olhar,
só a injustiça a me cercar.
Forjai a coroa em aço cruel:
será meu colar, não meu laurel.
Acorrentado, além do mar,
o ódio aprende a esperar.
[Verse 2]
Do trono arrasado, em grilhões,
foi lançado ao Vazio sem fim.
Além do mundo, além dos sóis,
a noite fechou-se sobre ele, enfim.
[Pre-Chorus]
Mas nem o abismo o fez ceder,
em treva alguma o fez calar.
“Meu nome há de sobreviver;
o tempo não me há de apagar.”
[Chorus]
Não há derrota em meu olhar,
só a injustiça a me cercar.
Forjai a coroa em aço cruel:
será meu colar, não meu laurel.
Acorrentado, além do mar,
o ódio aprende a esperar.
[Bridge]
No escuro, conta cada era,
sem sono, sem perdão, sem paz.
Sob o silêncio, a chama espera;
a velha fome cresce mais.
[Breakdown]
Vazio—não é esquecimento!
Grilhões—não calam a vontade!
Quando eu voltar, tremerá o firmamento;
minha vingança cruzará a eternidade!
[Outro]
[Smeagol, voz baixa e astuta]
Ele espera... ele sabe...
o ódio não morre, precioso.
[Final Chorus]
Não há derrota em meu olhar,
em noite que me possa apagar.
Além do mundo, além do véu,
aguardo o retorno—e o ajuste final.